Destinação correta do lixo começa cedo no CMEI Dalva Paggi

 

Alunos do CMEI Dalva Paggi Claus, de Francisco Beltrão, aprendem a reciclar o lixo.

Há uma frase atribuída ao filósofo grego Pitágoras que afirma que se deve educar as crianças para não precisar punir os adultos. Na prática quer dizer que quanto mais cedo elas forem induzidas a tomar atitudes corretas, mais natural será esse comportamento no futuro, como separar o lixo, por exemplo. É justamente o que a equipe do Centro Municipal de Educação Infantil Dalva Paggi Claus, de Francisco Beltrão, vem fazendo com seus pequenos de quatro meses a quatro anos.

Há oito meses as crianças vêm sendo incentivadas a jogarem os lixos orgânico e reciclável nos seus respectivos destinos tanto em sala de aula quanto no refeitório, que já dispunha de lixeiras para papel, metal e vidro. A iniciativa começou quando a funcionária de serviços gerais Iandra Marins Gazzola se transferiu para o CMEI em setembro do ano passado e percebeu que a separação dos resíduos não era levada com muito afinco. 
“Quando cheguei aqui já se separava o lixo, mas não era feito como se deveria. E, como a associação está ali na frente, é só entregar pra eles, então por que não já separar bem certinho?”, diz ela, referindo-se à Associação dos Catadores de Papel de Beltrão, no bairro Luther King. “Se a gente não ensinar os pequenos, depois de grande vai ser mais difícil. Então a ideia surgiu para incentivar às crianças agora para no futuro elas entenderem mais facilmente”, justifica Iandra, que é graduada em Pedagogia pela Unioeste.
A ideia, segundo a diretora do CMEI, Edina dos Santos, foi bem aceita e as crianças começaram a entrar no ritmo. “Acho que não tem uma idade mínima para conscientizá-los da importância de se reciclar o lixo”, sublinha a diretora.
No lanche da tarde, a única dificuldade dos pequenos está na falta de coordenação ao abrir a tampa do lixo reciclável, que tem acionamento no pé. “Se eu jogar no chão depois eu caio e me machuco”, diz um aluno, segurando uma casca de banana. “É porque estraga”, justifica outro, denotando um infantil entendimento sobre a decomposição do lixo orgânico.

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Edina (diretora), e Iandra (idealizadora da ação) com Elisangela Bolico e Suelen Nunes, que também auxiliam a separar o lixo que vai para a associação.

Além da destinação correta dos resíduos, uma vez por semana as turmas de pré-escola 1 e pré-escola 2 fazem o recolhimento do lixo no pátio acompanhadas das professoras. Eles também fazem uma visita por ano à associação para entender ainda mais a importância do papel dos catadores. “Torna-se fácil porque eles compreendem mais rapidamente e o aprendizado é diário. Além disso, eles trazem curiosidades e trocam experiências de suas próprias casas”, conta a professora Graziele Foppa.

A creche produz aproximadamente 15 quilos de resíduos recicláveis por semana. Parece pouco, mas a transformação nos hábitos das crianças é imensurável. “Eu faço isso na minha casa, ensinei minha filha de seis anos a fazer, as próprias professoras mudaram seus hábitos e as crianças estão começando a entender que não se pode jogar o lixo na rua. Então isso é gratificante”, declara Iandra.

 

Felipe Godoe, de 4 anos, mostra como se faz. Iniciativa partiu de funcionária, envolveu professoras e já vem mudando o comportamento dos pequenos alunos.

 

 

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