Pesquisa da UTFPR quer discutir pirataria

Pesquisa da UTFPR quer discutir pirataria

Acadêmicos do curso de Informática da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) de Francisco Beltrão pretendem ampliar a discussão da pirataria e divulgar iniciativas como a Stop Online Piracy Act (pare com a pirataria on-line) e o Protect IP Act (ato para proteção da propriedade intelectual), projetos dos Estados Unidos que ficaram popularmente conhecidos como Sopa e Pipa. O trabalho é orientado pelo professor mestre Paulo Varela Jr.

Participe da pesquisa.

A proposta é dos estudantes Maicon Gamla e Klemerson Chan, da primeira turma de Informática do campus beltronense, que desenvolveram uma pesquisa. “Na pesquisa a gente pede sobre a pirataria, se é a favor ou contra ou se não tem opinião formada. No segundo momento são citados métodos de pirataria, como músicas, fotos e vídeos, e pedimos se as músicas são baixadas da internet, se a pessoa prefere comprar um CD ou se loca vídeo, se prefere baixar filmes da internet”, apresenta Maicon.

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A proposta é identificar quem é contra e quem é a favor da pirataria. “O principal motivo é isso e também trazer pro conhecimento do pessoal um pouco da lei da Sopa. Pelo pouco tempo que a gente teve com a pesquisa disponível, o pessoal demonstrou pouco conhecimento sobre a lei. Queremos atingir não um público específico, mas de um modo geral”, justifica o estudante.

Para Klemerson, a discussão sobre pirata x original leva em consideração a logística de acesso do consumidor ao produto. “O que vem a favor do produto pirata é a facilidade, a rapidez. Se precisa de um CD, tem que sair comprar, pesquisar na internet, fazer boleto, esperar um dia para entrar o dinheiro. Pirata, baixou já tem na hora. É mais fácil adquirir um produto pirata do que um original.”

Sopa e Pipa

Os projetos de lei do Congresso dos Estados Unidos, conhecidos como Sopa e Pipa, provocaram manifestações de vários sites. Ambos pretendem combater a pirataria com propostas de pena de até cinco anos de prisão para quem compartilhar conteúdo que não seja original durante um período de seis meses. 

Para o acadêmico Maicon, a ideia americana é valida, mesmo tendo recebido diversas manifestações contrárias. “Particularmente sou contra a pirataria, mas coloquei na pesquisa um ponto que se a pessoa tivesse a oportunidade de optar por um produto pirata ou original, eu prefiro optar pelo original porque dá mais segurança.”

No entanto, Maicon reconhece utilizar-se da pirataria. “Não nego isso, muitas pessoas usam da pirataria. Eu acredito que não é nenhum pouco anti-social, acho que a pessoa que usa da pirataria sabe que por trás disso tem um trabalho, teve uma pessoa que disponibilizou seu conhecimento e fez pesquisas, tanto que existem áreas e patentes”, opinou.

Os maiores obstáculos, para o estudante, são os valores cobrados por produtos originais. “Se pegar um iPad ou iPod, estes aparelhos que estão no auge, são poucos os que tem acesso a uma tecnologia dessas, agora existem várias tecnologias semelhantes que são piratas que a gente encontra tão fácil. Então não é difícil de uma pessoa ter, mas é difícil de ter um original.”

Como acabar com a pirataria?

Na opinião de Maicon, a pirataria nunca vai acabar “por mais que se façam todas estas manifestações e que se criem leis”. “Por mais que tenha um grupo forte que está tentando quebrar este tabu e fazer prevalecer a patente e o desenvolvedor, por trás sempre tem um outro grupo disponibilizando este material de forma gratuita. Acredito que pode amenizar, mas acabar acho que não.”

A iniciativa americana chegou a render muitas polêmicas, como a possível redução da criminalidade. “Eu discordo porque a criminalidade em si não seria o ponto principal da pirataria, claro que a pirataria é um método de criminalidade. Acho que não seria o ponto ideal. Um pouco é a violação dos direitos autorais da pessoa”, defende Maicon.

 Serviço

Para participar da pesquisa dos estudantes da UTFPR, basta acessar esta reportagem no site do JdeB (www.jornaldebeltrao.com.br).

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