A resistência de um Furacão! O nosso Athletico é bicampeão

Esporte

Equipe do Furacão sagrou-se bicampeã em Montevidéu, sábado.

Por Otávio Sedor
Quando, há mais de 20 anos, o presidente Petraglia assumia o Athletico após levar um chocolate num clássico contra o Coritiba, ninguém imaginava que neste fim de semana ele estaria mais uma vez em cima de um trio elétrico estacionado numa Arena da Baixada com todas as ruas em volta lotadas de torcedores, bandeiras, alegria e alma lavada.

O título da Copa Sulamericana veio mais uma vez. Foi o segundo em três anos. Ou seja, neste meio tempo, o furacão só não ganhou a competição nos anos em que não disputou. E hoje se torna, dentro dela, o clube brasileiro com mais títulos e se iguala aos argentinos Boca Juniors e Independiente como maiores campeões. Será que temos noção do tamanho disso para o Brasil, para o Paraná e para os paranaenses?

Eu, como bicho do Paraná e athleticano de berço, chego aqui com um filme passado e transpassado na cabeça. A imagem do meu pai, colorado gaúcho desde sempre, naturalmente tentando me levar para os lados do Beira Rio – inclusive com uma festinha de quatro anos com esse tema. E, do outro lado da gangorra, a lembrança do meu saudoso avô, que apresentou o Athletico para mim, meus tios, primos, primas e até gente que nem é da família. Inclusive, tenho amigos que se tornaram rubro-negros fanáticos também por causa dele, que se tornou sócio do clube, ainda nos anos 60, depois de ver uma partida em União da Vitória – onde morava na época – e ter uma paixão à primeira vista.

- Publicidade -

Acho que o vô Deonísio representa muito bem o sentimento que nos trouxe até aqui. Foi com ele que aprendi a questionar o porquê de não podermos ser maiores. Ele questionava o senso comum, a imprensa do eixo Rio-São Paulo, mandava cartas e e-mails absolutamente argumentativos para dizer que todos estavam errados. E que um dia o Club Athletico Paranaense sairia de Curitiba e conquistaria o Brasil, o continente e, quem sabe, até o mundo. Boa parte disso já conseguimos. Por que não ir mais longe? Meu avô, falecido em 2014, diria isso. Pena que não pôde ver – pelo menos aqui do plano terrestre – tudo que previa e sonhava se tornando realidade.

Enfim, mais uma taça chegou. E acho que o sentimento é esse. O de lutar contra tudo, contra um sistema, uma cultura que quer impedir que acreditemos nos nossos sonhos e cheguemos lá. A gestão e a resistência do furacão – representada pelos seus quatro ventos da inovação, rebeldia, entusiasmo e ambição – são os símbolos que mais esse título e toda aquela multidão reunida na Baixada representam. E nós, que vivemos as boas e as ruins, nunca deixamos de acreditar. Da mesma forma que acreditamos que, agora, isso é só o começo.
Otávio Sedor é publicitário e torcedor do Athletico-PR

Torcedores do Clube Atlhetico Paranaense comemoram o título de bicampeão da Sul-Americana, na vitória sobre o Bragantino. O texto é do atlheticano Otavio Sedor.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Destaques