
Nos primeiros anos do Jornal de Beltrão, as fotos eram feitas com máquinas fotográficas analógicas e somente em filmes preto e branco. Porque o jornal era todo em preto e branco, assim como eram todos os jornais do país – incluindo Folha de S. Paulo, O Estado de São Paulo, O Globo, Gazeta do Povo, Zero Hora – até a década de 90.
O envio de fotos também era demorado, a menos que se tivesse radiofoto, o que não era o nosso caso. Pra se ter uma ideia, quando Gonzaguinha morreu, próximo a Marmeleiro, dia 29 de abril de 1991, as fotos foram enviadas de táxi para órgãos de imprensa de Curitiba publicarem no outro dia.
No final da década de 90 vieram as fotos digitais, as cores e a internet. O Jornal de Beltrão foi pioneiro, na região, em fotos digitais e foi mais ágil até que outros grandes da imprensa paranense no uso desta tecnologia que deixava as pessoas maravilhadas: “Olhe, ele faz a foto e a gente já pode ver!” Em maio de 2000, quando o Paraná foi reconhecido pela OIE (Organização Internacional de Epizootias) como livre de aftosa com vacinação, Faep e Governo do Estado fizeram uma excursão de jornalistas para, em Paris, registrar o fato. O Jornal de Beltrão foi o único do Estado a documentar a reunião com máquina fotográfica digital. Era uma Mavica de disquetes, de apenas 860 pixels. No outro dia, os principais jornais do Estado publicavam a foto, enviada pela internet.





