Atingidos pela Usina Baixo Iguaçu reúnem-se com Beto Richa

Governo do Estado fala em reestabelecer o diálogo entre a Usina e os atingidos.

Terça-feira, dia 1º, agricultores representantes dos que terão terras inundadas pela formação do reservatório da Usina Baixo Iguaçu estiveram reunidos com o governador do Estado, Beto Richa (PSDB), o chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni, o bispo da Igreja Católica dom José Peruzzo e o assessor especial para assuntos fundiários da Casa Civil, Hamilton Serighelli.

Desde o dia 18, os agricultores ocupam o canteiro de obras da Usina Baixo Iguaçu, reivindicando a volta da negociação pelos valores da indenização e reassentamento pelas terras que serão inundadas. Eles afirmam que a última oferta feita pela Neoenergia (responsável pela obra) é contrária a tudo que havia sido discutido em reuniões até então.

Assim, a reunião de terça-feira teve como objetivo debater com os agricultores para resolver o impasse. Segundo Serighelli, em entrevista à Rádio Interativa de Capitão Leônidas Marques, o governo busca reestabelecer o diálogo e a negociação entre atingidos e a empresa. “Todo mundo ponderou, conversou, explicou ao governador, e o governador determinou a alguns setores do governo que façam essa conversa com a Neoenergia.”

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Quanto à possibilidade de a polícia ter de retirar os agricultores à força do local – seguindo liminar de interdito proibitório da juíza da Comarca de Capanema, Roseane Assumpção -, Serighelli diz que o embate não é a melhor decisão, afirmando que já aconteceu uma vez (durante a manifestação de setembro) e depois só piorou a situação. “As famílias que estão aí estão brigando pelo seu direito, então nós temos que resolver isso na mesa de negociação. Não deve ser na força e na violência”, comenta. Ele diz que em breve a Neoenergia deve apresentar alguma resposta.

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