Bailarinos do Sudoeste brilham em Curitiba, na final da Mostra de Dança 2014

 

Bailarinos do Studio Bio Dança.

 

Escolas de dança de Francisco Beltrão e região novamente se destacaram na final da Mostra Paranaense de Dança 2014, em Curitiba. Dessa vez, a emoção foi ainda maior, já que o palco das apresentações foi o Guairão; desejo de consumo de qualquer bailarino. O evento, que reúne trabalhos de escolas, academias e grupos de variadas faixas etárias e estilos, valoriza a dança e quem se dedica a difundir a arte pelo Estado.

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A mostra, um festival produzido pela Associação de Bailarinos e Apoiadores do Balé Teatro Guaíra (AbaBTG), tem a coordenação de Simone Bönisch e Jorge Schneider. Antes da grande final em Curitiba, que aconteceu entre os dias 27 e 29 de junho, houve seis mostras seletivas nas seguintes cidades: Curitiba, Ponta Grossa, Apucarana, União da Vitória e Francisco Beltrão. A participação nas seletivas foi intensa, com 1,5 mil artistas. Ao todo, foram apresentados 76 trabalhos de 51 grupos.

Cada evento contou também com a participação especial de companhias paranaenses convidadas, como Cia. Dança Masculina Jair Moraes, EF Jazz Company e Cia. Eliane Fetzer de Dança Contemporânea, bem como o Balé Teatro Guaíra. 

Amor à dança e dedicação 
Desde 2009, o Centro de Artes Performance participa da Mostra Paranaense de Dança. E, de lá para cá, sempre teve coreografias selecionadas para estarem presentes na grande final. Em 2014, na seletiva de Francisco Beltrão, a escola participou apenas com duas coreografias: Urbanos, hip hop; e Lamento Nordestino, jazz. Foi com Lamento Nordestino, coreografia de Desirê Elli Scalabrin, que a escola subiu ao palco do Guairão, na capital. Segundo Desirê, a proposta da dança era mostrar o nordeste brasileiro, seu povo, os problemas da seca, mas, apesar de tudo, como este mesmo povo é conhecido por sua felicidade.

Para Desirê, participar do evento é sempre algo mágico para os bailarinos, mas estar no Auditório Bento Munhoz da Rocha, o Guairão, com mais de dois mil lugares, “é um templo para nós, bailarinos”. “É um orgulho ver meus alunos representando meu trabalho no palco principal do Teatro Guaíra e, para eles, dançar neste palco foi uma grande emoção, um sonho realizado.”

Nas participações anteriores, os alunos só tinham tido o “gostinho” de ver o palco do Guairão. Em edições passadas, os bailarinos dançaram no Guairinha. Estar no palco principal foi, certamente, uma experiência “única e maravilhosa”. Desirê agradeceu o empenho dos alunos e o apoio cultural da Prefeitura, em especial à diretora Soraia Quintana, que cedeu o transporte até Curitiba.

 

Grupo do balé Mirna Pécoits.

 

Experiência incrível num dos melhores palcos do país

Foi dessa forma que o grupo de bailarinos do Centro de Artes Mirna Pécoits resumiu a participação no evento. Subir no palco do Guairão é algo especial e único na carreira de dançarinos. Mas a emoção foi recíproca: o público presente se empolgou com a apresentação de “Rio: das praias à Sapucaí”. Sinal de que as escolas estão com a mesma qualidade dos grandes centros.

Ao final das apresentações, foram entregues certificados de participação a todos os grupos, mas a professora Mirna ganhou uma surpresa: recebeu o prêmio AbaBTG de Incentivo à Dança, como forma de reconhecimento pelo trabalho desenvolvido com a dança na região Sudoeste do Estado. “Sinto-me muito honrada com o prêmio recebido, que demonstra o que na prática é uma realidade: a dança no Sudoeste é o resultado de quase 40 anos de trabalho sério e de qualidade. Só  tenho a agradecer à equipe organizadora da Mostra de Dança pelo reconhecimento ao meu trabalho”, declarou.
 

Gostinho especial 
A escola Studio Bio Dança participa há cinco anos da mostra, mas foi em 2014 que estar em Curitiba teve um gostinho todo especial, como disse a professora Elizangela Senem. “Lembro que no primeiro ano nenhum trabalho da escola foi selecionado, o que me deixou muito desmotivada a princípio. Situação que procurei, posteriormente, virar a meu favor e utilizar como motivação para investir mais em conhecimento e aperfeiçoamento meu e dos meus bailarinos”, revelou.

A partir daí, a escola começou a trazer professores de fora e investir em cursos. Aos poucos, o nível técnico e artístico dos bailarinos e profissionais do Studio foi melhorando. O resultado não poderia ter sido outro. Este crescimento da escola foi premiado na capital. “A seleção de cinco trabalhos para a mostra final já foi um prêmio para a escola, mas receber o prêmio de incentivo como grupo de destaque, no palco do Guairão e das mãos de Eleonora Greca foi sem dúvida algo que nunca havia passado pela minha cabeça”, salientou Elizangela.

Para os bailarinos que representaram a escola, fica a certeza de que os ensaios e o cansaço da viagem valeram a pena. Dançar em palco onde vários profissionais de renome já passaram é algo marcante. Poder ter uma noção da grandiosidade da arte, pela imponência do Guairão e sua estrutura, ficará para sempre na vida das meninas, comentou a professora Elizangela. OStudio Bio Dança também agradeceu à Prefeitura por ceder o ônibus. 

Elizangela fez questão, ainda, de frisar o papel da professora Mirna Pécoits em sua carreira profissional. “O prêmio de incentivo como diretora de escola foi muito merecido. Todas as escolas de dança devem muito a ela. Só tenho a agradecê-la por tudo que me ensinou.”

 

Meninas do Centro de Artes Performance.

Escolas da região em destaque

A tradição da dança no Sudoeste é grande e a qualidade das escolas cada vez maior. Na seletiva em Francisco Beltrão, 13 trabalhos de sete grupos foram classificados para subirem ao palco do Guairão, na final da mostra.
O Centro de Artes Ballet Mirna Pécoits levou a dança contemporânea, com o espetáculo “Rio: das praias a Sapucaí”.

O Centro de Artes Performance apresentou a peça “Lamento Nordestino”. A Cia. Do Corpo Centro de Artes foi para Curitiba com dois espetáculos: “When I´m Gone e Caçando sonhos”. O Corpo Municipal de Dança também teve a chance de mostrar duas apresentações no Guairão: “Sentimento e Procurando a dança”. 

Expressão Excêntrica (EX2) se apresentou na capital com o espetáculo “Ausência que me cala”, e também Studio Giane Bellé, com “Meio irmãs de Cinderella”. A escola recordista foi a Studio Bio Dança, de Francisco Beltrão, com quatro peças: “Dualidade”, “Estilo livre de?”, “Grease”, “Variação de cupido” e “Orfeu (dueto)”.

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