Diminui o índice de casos suspeitos de dengue

Diminui o índice de casos suspeitos de dengue

O índice de casos suspeitos de dengue em Francisco Beltrão diminuiu bastante, na avaliação da Secretaria de Saúde. Na semana passada, foram notificados penas seis casos. Mesmo assim, continua o alerta para que se eliminem os possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.

Para o chefe da Vigilância em Saúde Júnior Nesi, a redução está associada a todas as atividades realizadas no município desde o ano passado. “O fumacê ajudou, mas o mais importante foi a retirada dos criadouros. Por isso, temos percebido que as notificações diminuíram sensivelmente em comparação com as semanas de pico da epidemia. Agora está negativando bastante”, comenta.

Em 2012, Beltrão totaliza 520 casos positivos de dengue e 1.178 notificações, 463 negativos e 195 em análise laboratorial. O período mais crítico foi entre 12 de fevereiro e 17 de março, com uma média de 60 casos por semana.

- Publicidade -

Na quarta-feira passada, a secretária de Saúde Cíntia Ramos citou o reforço com a contratação de mais nove agentes de combate à dengue – agora são 42 agentes e mais um enfermeiro coordenador -, “além de contarmos com mais 120 agentes comunitários de saúde (ACS), que totalizam 162 trabalhadores em saúde atuando nos bairros”.

O número de agentes foi ampliado para atender o que preconiza o Ministério da Saúde. Em municípios infestados, deve-se manter um agente para cada 800 imóveis.

 

Índice de infestação: alto risco

Reunião com Elisiane Gomes da Silva, Júnior Nesi, Cíntia Ramos e José Guilherme Steinhaus, da Secretaria de Saúde, Celso Antunes, da Assistência Social, e Adriana Ebert, da Educação.

Em abril, a secretaria realizou o Índice Rápido de Infestação do Mosquito da Dengue (Lira), criado pelo Ministério da Saúde, que indicou “alto risco” para Beltrão. A avaliação foi feita a partir da coleta de água parada nos domicílios de diversos bairros da cidade.

O Ministério da Saúde prevê três classificações no índice de infestação: o primeiro é de 1%, que significa “satisfatório”; o segundo é de 1% a 3,9%, que quer dizer “alerta”; e o terceiro é de 3,9%, que compreende “fator de risco”. Beltrão surpreendeu com registro de 8,7%, bem acima da média, o que é considerado “alto risco”.

A preocupação é porque, mesmo com todas as medidas, em bairros como os da Cidade Norte — como Cantelmo, Virgínia, Pinheirinho e Pinheirão —, o índice de infestação ainda é considerado alto. O levantamento identificou que os criadouros estão presentes em depósitos móveis, como vasos e pratos, frascos com plantas, bebedouros de animais, lixo e outros tipos de entulhos.

“O combate é responsabilidade de todos e é necessário que a população colabore. Após o período de chuvas, as pessoas devem observar, diariamente, em seus domicílios, qualquer tipo de recipiente ou entulho que possa acumular água e eliminá-lo”, aconselha Cíntia. 

Índice de infestação do mosquito por bairros

15,6%

Nova Petrópolis, Água Branca, São Cristóvão, Nossa Senhora Aparecida, Alvorada, Marrecas, São Miguel e Cristo Rei.

 

8,2%

Centro, Industrial, Kennedy, Luther King, Seminário, Vila Nova, Miniguaçu e Cango.

3,2%

Guanabara, Novo Mundo, Padre Ulrico, Jardim Floresta, Pinheirão, Pinheirinho, Sadia, Cantelmo, São Francisco Virgínia, Jardim Itália, Aeroporto, Aeroporto A, Aeroporto B e Júpiter.

Classificação

Satisfatório 1%; alerta 1% a 3,9%; fator de risco 3,9%; acima: alto risco.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Destaques