Geral
A região Sudoeste do Paraná gerou 1.906 novos empregos no mês de janeiro de 2021. Os números foram divulgados nesta semana pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Se considerar os últimos 12 meses, período de pandemia, o Sudoeste gerou 5.566 novas vagas.
Dos 42 municípios da região, apenas cinco tiveram saldo negativo em janeiro: Barracão (-2), Boa Esperança do Iguaçu (-1), Cruzeiro do Iguaçu (-3), Manfrinópolis (-7), Pérola D’Oeste (-6). Pato Branco foi quem apresentou melhor desempenho, com saldo positivo de 525 vagas, em seguida aparecem Santo Antônio do Sudoeste (127) e Francisco Beltrão (127).
[relacionadas]
No Paraná, 292 municípios paranaenses tiveram saldo positivo de contratações em janeiro, ou seja, 73,1% tiveram geração de emprego no Estado. O número é consideravelmente superior a dezembro de 2020, que teve 139 municípios (34,8%) com resultados positivos.
Outros 18 municípios empataram as contratações e demissões e permaneceram zerados no primeiro mês do ano. Na contramão da média estadual, 89 cidades (22%) fecharam janeiro com estoque negativo de emprego, mas 61 delas perderam até dez vagas.
O Paraná mantém em franca ascensão o processo de recuperação da economia e abriu 2021 com um saldo positivo de 24.342 postos de trabalho com carteira assinada. Foi o quinto melhor resultado do País em janeiro, uma expansão de 33,8% em relação ao mesmo mês do ano passado.

O empresário beltronense Antônio Bandeira, proprietário da Chico Bel Estofados, fábrica localizada no Bairro Padre Ulrico, contratou três novos funcionários em janeiro. Segundo ele, apesar da pandemia, o ano passado fechou com resultado positivo. “No começo da pandemia todo mundo ficou desesperado, mas depois as coisas se ajeitaram e no final do ano o desempenho foi muito bom.”
O crescimento da empresa ficou em torno dos 25%. Este ano os negócios começaram de forma muito positiva, mas novamente uma onda de incertezas voltou a bater em virtude do fechamento do comércio pelo aumento dos casos de Covid-19. “Nós atendemos o cliente final, mas também os lojistas. Se o comércio está fechado, a gente também dificulta, pois há cancelamento de pedidos, adiamento de pagamentos etc. Eu tinha duas vagas para costureiras no Sine, mas pedi para segurar mais um pouco.”
A indústria ainda tem necessidade de mais mão de obra, mas o diretor resolveu aguardar para ver como serão os próximos meses de pandemia. Antônio informa que tem uma rotatividade pequena em sua empresa e hoje gera 15 empregos diretos.
A gestora da Agência do Trabalhador de Francisco Beltrão, Noely Thomé, disse que janeiro e fevereiro de 2021 estão com resultado muito superior ao do mesmo período do ano passado. Em janeiro deste ano a agência intermediou 207 empregos contra 70 do mesmo período do ano passado; em fevereiro, 210 contra 124 do ano passado. Estão em alta os setores de alimentos, serviços e indústria.
[banner=100075]
A secretária municipal de Desenvolvimento Econômico, Liliana Paula Andrade, ressalta que tão importante quanto gerar emprego é preencher essas vagas com mão de obra qualificada. “Estamos nos organizando para ofertar cursos e qualificar os trabalhadores.” À frente da Secretaria de Desenvolvimento Econômico desde fevereiro, ela tem um planejamento para o decorrer do ano, que visa qualificar, principalmente, os jovens para o primeiro emprego bem como a mão de obra técnica.
“Em conversa com os empresários eles têm nos informado que está faltando profissional qualificado. Já há uma parceria com o Senac para início de um curso gratuito para atendimento ao cliente.” A secretária orienta as pessoas para que procurem a Agência, onde são feitos os encaminhamentos para as vagas de trabalho.

Carteira assinada traz mais segurança
Silvane Cordeiro, 40, começou a trabalhar no dia 6 de janeiro na Chico Bel Estofados. Ela passou seis meses de 2020 trabalhando como diarista, mas resolveu procurar um emprego com carteira assinada para ter mais segurança. “Eu até ganhava mais trabalhando como autônoma, mas vai que acontece um acidente, como já aconteceu de eu quebrar o pé em casa numa escada, então preferi ganhar um pouco menos e ter o registro para também contribuir com a previdência e se aposentar.”
Ela é natural de Francisco Beltrão e mãe de duas filhas, com 22 e 15 anos. Silvane tem longa experiência com máquina de costura e disse que optou pelo ramo de estofaria por ter um piso salarial mais alto para sua categoria. Na opinião dela, há muitas opções de trabalho no município é só as pessoas estarem disponíveis para aprender novas funções. “Eu quando entrei aqui (empresa) não sabia tudo, mas tenho vontade de aprender.”






