
deixou de possuir loja física e não se arrepende.
Fazer negócios pela internet já é há alguns anos uma prática habitual nos grandes centros e grandes redes de lojas do Brasil. Porém, de forma mais recente, diversas pequenas empresas dos mais variados segmentos têm utilizado o Facebook para movimentar seus negócios. A visibilidade e gratuidade da plataforma são os maiores atrativos.
Segundo a rede de relacionamentos, pelo menos 25 milhões de páginas do Facebook são perfis corporativos através dos quais as empresas mantêm relacionamento com os clientes. A companhia estima que possua em seus domínios pelo menos dois milhões de páginas empresariais do Brasil.
Visibilidade para agronegócios
Vendedor da empresa Agro Valente, de Pato Branco, o jovem Alexssandro Ferst identificou no final de 2013 um problema no mercado: a dificuldade na venda de equipamentos e implementos agrícolas usados de seus clientes pela falta de visibilidade.
Com a ajuda da namorada Flávia Furlanetto, Alexssandro aprendeu a usar as ferramentas disponibilizadas pelo Facebook e criou em outubro do ano passado a página Agro Oportunidade, através da qual passou a anunciar gratuitamente a venda de equipamentos usados. A página já recebeu quase mil curtidas e Alexssandro intermediou a venda de alguns equipamentos. “Sou intermediário destas negociações e recebo porcentagem quando os negócios são fechados. Mas o anúncio é gratuito”, ressalta. Com o objetivo de atingir um público ainda mais amplo, em janeiro de 2014 o vendedor criou uma nova página na rede social, chamada Agricultura no Comando, na qual, além do anúncio de equipamentos usados, também traz conteúdos informativos relacionados ao agronegócio.
Em quase cinco meses de existência, a página já possui mais de 14 mil curtidas e quase quatro mil comentários. “Comecei a notar que, dependendo do tipo de postagem que faço, consigo fazer o nosso público interagir mais. De um mês para cá conseguimos aumentar em quase mil o número de pessoas falando sobre a página”, comemora Alexssandro. Para o futuro da Agricultura no Comando, o vendedor diz que pretende ampliar o número de produtos ofertados, mas mantém sigilo. “Eu pretendo vender coisas diferentes do que as outras páginas já vendem.”
Da loja física para a virtual
Lidiane Ema Casagrande Floriani, de Vitorino, criou a página Tina Theo Bebês de Luxo no Facebook há pouco mais de um ano, em março de 2013. Através da página, a empresária comercializa roupas, calçados e acessórios infantis.
Lidiane, que possuía uma loja física em Pato Branco, conta que não conseguia conciliar o negócio com a carreira paralela em Vitorino e suas atividades de mãe, esposa e dona de casa. “Como não conseguia me manter participativa na loja, surgiu a ideia das vendas pela internet. A princípio iniciei a Tina Theo vendendo somente peças importadas, sempre por encomenda dos clientes, mas logo as marcas nacionais também me procuraram. A página tomou proporções maiores das que eu havia imaginado”, conta.
A atualização diária de fotos dos produtos na página e a rápida resposta aos clientes são diferenciais que têm proporcionado sucesso ao negócio. “Todas as peças disponíveis são separadas em álbuns de fotos por marca. As clientes acessam os álbuns, marcam as fotos e eu chamo inbox para passar as informações da peça solicitada. Às vezes as pessoas pensam que você fica o dia todo sem fazer nada no Facebook, mas não é bem assim. Tem muita responsabilidade envolvida, tem vezes que eu fico até a madrugada atendendo minhas clientes. Eu estou sempre à disposição, acho que este é um diferencial importante”, afirma.
Com pouco mais de 1.200 “curtidores” de todo o país, Lidiane fecha dezenas de vendas semanalmente através da página, principalmente para os estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná. “Todas as entregas são feitas pelos Correios, somente em Vitorino e Pato Branco eu faço a domicílio. Nas outras cidades, a entrega é feita conforme combinado com a cliente. Já levei algumas vezes para Francisco Beltrão, pois tenho uma demanda grande de clientes lá”, diz.
Neste primeiro ano de vendas por meio da rede social, Lidiane faz uma avaliação positiva. “É bacana, porque na correria do dia a dia as mamães acabam encontrando na internet uma forma rápida, prática e mais cômoda de comprar”, analisa.





