Manifesto foi uma forma de solicitar consciência da população.

Por Leandra Francischett e Flávio Pedron
“Todos querem usar a vaga, mas estar na cadeira de rodas ninguém quer.” A mobilização de mães de crianças especiais aconteceu sábado pela manhã, no estacionamento próximo à feira do produtor, no Calçadão. O manifesto iniciou com a organização de quatro mães: Taís Luchezi, Kélli Steinheusen, Elenir Menegassi e Tamara Giustti, mas ganhou corpo com a adesão de outras famílias e do vereador Thiago Correa.
Para Kélli, a repercussão foi positiva, porque teve a participação de várias pessoas da sociedade, além de ser uma forma de conscientização. “Foi um grupo de quatro mães que idealizou, com apoio do vereador Thiago Correa, e nós quatro temos filhos com deficiência motora, mas essas vagas não são só para deficientes, são vagas PCD, para Pessoas com Deficiência, e temos um número expressivo de várias deficiências e temos as deficiências invisíveis, como fibromialgia, que também pode ter a credencial para usar esta vaga.”
Ela comenta que manifestos como este serão feitos com mais frequência, para lembrar à sociedade dos seus direitos e para que essas vagas não sejam usadas de forma indevida, como vem acontecendo. “Às vezes, a pessoa acha que usa esta vaga só por um minutinho e neste minutinho a gente precisava estacionar o carro com os nossos filhos e não tem uma vaga disponível.”
O vereador Thiago cita uma lei federal que proíbe o estacionamento em vagas para PCD.
Ele comenta que a campanha de sábado consistiu em colocar cadeiras nas vagas de estacionamento comum, para criar impacto. “Várias vagas ficaram ocupadas, muitas pessoas, no início, se revoltaram, porque a vaga estava ocupada, mas o grande detalhe é que esta pessoa era saudável, em plenas condições de caminhar e estava achando ruim estacionar 20 metros pra lá, onde havia vagas, porque ele queria parar na frente do comércio que ele iria. Veja a consciência deste cidadão, a dificuldade desses pais de cadeirantes de chegar na vaga destinada a eles e estar ali ocupada por uma pessoa que não precisava.”
Thiago ressalta que foi um evento pacífico, com a licença do Debetran, e que contou ainda com o apoio do Executivo Municipal, da Polícia Militar e da imprensa. “A única coisa que a gente pede é o respeito. Esta vaga especial não é apenas para comodidade dessas pessoas, são crianças com algum tipo de doença ou deficiência e que precisam de atendimento com urgência.”
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