
Empresário de sucesso no ramo de frutas, o patobranquense Sandro Pallaoro virou destaque nacional com o crescimento da Chapecoense. O clube, nos últimos anos, conquistou o Brasil e, em virtude disso, o presidente vinha recebendo diversas homenagens pela boa organização dentro da equipe. Uma das principais homenagens veio em 2015, quando Pallaoro foi eleito Empresário do Ano pela Associação Empresarial e Industrial de Chapecó (ACIG). O presidente foi uma das vítimas da tragédia da queda do avião na Colômbia que já contabilizou, até agora, 75 mortos.
História
Sandro nasceu em Pato Branco e começou sua carreira profissional cedo, com 14 anos, atuando como office boy. Depois, foi contratado pela Cantu Alimentos e assumiu a administração do escritório da empresa na cidade de Chapecó, no ano de 1994, quando também recebeu uma participação na empresa. Em 2009, ele criou sua empresa, a Pallaoro Distribuidora de Frutas. Antes disso, em 2008, o empresário também aceitou o desafio de ser presidente da Chapecoense.
Na gestão do presidente, a equipe só cresceu e chegou à elite do futebol brasileiro em 2014. Neste ano, o time catarinense atingiu seu ápice ao chegar à final da Copa Sulamericana. Em entrevista para a assessoria de imprensa da ACIG, no ato da premiação, o presidente da Chapecoense lembrou algumas histórias. “No clube encontrei pessoas que acreditaram no meu sonho de tornar o time uma grande equipe do futebol brasileiro. E a cidade ganha muito com o bom momento que vivemos. No Brasil inteiro somos reconhecidos. A Chapecoense consegue unir pessoas de diferentes classes sociais, ideologias políticas e religiões. É isso que gostaria que acontecesse com o nosso município. Que pudéssemos buscar o melhor para nossa cidade através da união do povo”, disse em entrevista para a ACIC.
No começo, com bastante dificuldade, os diretores tiravam dinheiro do próprio bolso para garantir que os atletas participassem das competições. O sonho do presidente era disputar e conquistar a Copa Libertadores da América. Outro sonho era que o time tivesse seu próprio avião. “Viajávamos de Kombi. Agora quero que o time viaje com o próprio avião. Não sei se conseguirei ver essas conquistas, mas enquanto puder vou contribuir. Mas não adianta só eu querer. O envolvimento de todos é indispensável e esse é um diferencial da cidade. Que bom que temos a Chapecoense num excelente momento para alegrar a vida dos torcedores que tantas dificuldades precisam enfrentar, principalmente neste momento econômico e político nacional”, destacou. Pallaoro estava com 50 anos de idade, é casado com Vanusa e pai de Dhayane e Matheus.






