Próximo dos R$ 90 em Beltrão, gás de cozinha terá novo aumento

Gás sairá das refinarias 5% mais caro a partir de hoje.

Esta é a segunda alta no ano e custos maiores estão inviabilizando operação.

A partir de hoje, as distribuidoras vão comprar o gás liquefeito de petróleo (GLP) mais caro nas refinarias da Petrobrás. A companhia anunciou ontem o aumento de 5% no valor: com isso, o gás sairá das refinarias custando R$ 2,91 por quilo, o equivalente a R$ 37,79 para um botijão de 13 kg.

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Em Francisco Beltrão, a carga de gás está beirando R$ 90 nas principais revendas e o anúncio de mais um aumento preocupa o setor. “Quando a Petrobrás faz o reajuste, só recebemos um comunicado, não temos como negociar. Nos últimos meses, os aumentos têm sido frequentes e procuramos não repassá-los de forma integral aos consumidores: se o reajuste é de 6%, por exemplo, repassamos 3%”, explica Clair Fabris, da Milico Gás.

Clair cita que está cada vez mais difícil segurar os reajustes e que a redução da margem contrasta com o aumento de custos de operação, como o de combustíveis. Na semana passada, por exemplo, um aumento no cálculo do ICMS deixou o botijão cerca de R$ 1,00 mais caro, mas o valor praticado pela Milico se manteve.

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A mesma tática de absorção dos aumentos é adotada pela Distribuidora Damiani, que está repensando o fornecimento de gás. “Já pedimos pra rever o contrato visando deixar de trabalhar com gás neste cenário de constantes altas de custos”, comenta Claudimar “Kiko” Damiani. A revenda comercializa cerca de sete mil botijões P13 por mês e, segundo Damiani, o botijão poderia estar custando R$ 100 caso os reajustes fossem repassados integralmente.

Este é o segundo aumento do gás no ano. Em janeiro, a alta foi de 6%. Os combustíveis também vão ficar mais caros. A Petrobrás anunciou aumento de 8,2% na gasolina e de 6,2% no diesel a partir de hoje.

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