O Dia Nacional de Luta da População em Situação de Rua é celebrado em 19 de agosto, próxima segunda-feira. A secretária de Assistência Social, Nádia Bonatto, disse que há um trabalho em curso feito pelos órgãos públicos para entender melhor a situação destas pessoas e oferecer os serviços públicos adequados. Segundo o Cadastro Único, 46 pessoas vivem nas ruas da cidade. A Secretaria de Assistência Social elaborou um diagnóstico detalhado, revelando que 91% dessas pessoas são homens adultos, com idades entre 35 e 59 anos, e em sua maioria, possuem apenas o ensino fundamental incompleto. A secretária Nádia destacou que, com base nesse diagnóstico, a cidade vem aprimorando o atendimento a essa população através de três principais canais: o Creas, o Serviço Especializado em Abordagem Social e a Casa de Passagem. “Esses serviços são fundamentais para garantir que a Política Pública de Assistência Social atenda de maneira eficaz as necessidades dessas pessoas.” No primeiro semestre de 2024, a Abordagem Social atendeu 375 pessoas, incluindo tanto transeuntes quanto moradores permanentes da cidade. Desse total, 220 eram migrantes ou transeuntes e 111 eram usuários de drogas. Foi constatado que 35 pessoas vivem permanentemente em situação de rua em Francisco Beltrão, sendo 29 homens e 6 mulheres. Esses indivíduos, na maioria, dependem do “mangueio” (pedir dinheiro na rua) como principal fonte de renda e se abrigam em locais como ruas e marquises, com concentrações no centro e em vários bairros da cidade. Além do mapeamento da população em situação de rua, a Abordagem Social realizou uma série de procedimentos no semestre, incluindo a verificação de denúncias da sociedade civil, atendimentos a migrantes e transeuntes, buscas ativas para localizar pessoas em situação de rua e orientações gerais em ruas e praças. Houve também encaminhamentos para a Casa de Passagem, Cras, Unidades Básicas de Saúde, Caps AD II e transportes para retorno à cidade de origem. A Casa de Passagem, que oferece acolhimento temporário para essa população, atendeu 547 pessoas entre janeiro e junho de 2024. A maioria dos acolhidos eram homens adultos, com ensino fundamental, e que estavam na rua há menos de um ano, sendo que os conflitos familiares, muitas vezes provocados pelo uso de álcool e drogas, foram o principal motivo para essa situação.
Uma demanda complexa
Nádia Bonatto reforçou a importância do Dia Nacional de Luta da População em Situação de Rua como um momento crucial para promover debates e ações que visem à erradicação da exclusão social e ao fortalecimento das redes de proteção. “Esta é uma demanda muito complexa, e o 19 de agosto é um chamado para que a sociedade civil, governos e ONGs se unam na busca por soluções que garantam o direito à cidadania e à dignidade para todos, independentemente de sua condição social.”




