Além da falta de segurança, ele conta que a saudade da família é o que mais aperta.

“Hoje só fica na estrada mesmo quem ama o que faz.” A frase é do motorista de caminhão Josemar Botega, 35 anos, que trabalha na empresa Pinhomar Maravalhas. Nascido em Francisco Beltrão, Josemar é mais um dos casos de um menino que sonhava em trabalhar na boleia de um caminhão e que se tornou realidade. “Brincava com um caminhãozinho de brinquedo e imaginava que um dia seria motorista. É um sonho de criança que vai se tornando realidade. Já faz oito anos que estou na profissão.”
É a vida
Josemar revela que o lugar mais longe para o qual viajou é o estado de Goiás e que os profissionais da estrada passam por muitas dificuldades, além da péssima qualidade das rodovias. “A maior distância que já percorri foi até o município de São Gabriel de Goiás, em torno de 1.700 quilômetros de Marmeleiro. Muitas vezes falta segurança em lugares para pousar e tomar um banho em um posto. Mas a maior dificuldade é a saudade da família. Sair de casa e deixar quem você ama, mas é assim mesmo, é a vida. Hoje estou fazendo o que sempre sonhei”, destaca.
Responsabilidade
Ele deixa um recado para as pessoas que estão começando agora na profissão, para que tenham sempre muita consciência. “A estrada é bem dificultosa e hoje tem gente que começa na profissão não porque gosta, é mais por mídia mesmo. Só permanece na estrada mesmo quem ama o que faz e sempre com responsabilidade em primeiro lugar. Para as pessoas que acham que sentar no volante é só viajar e curtir, não é assim que funciona.” Ele deixa sua mensagem aos seus colegas motoristas: “Um abraço a todos os caminhoneiros, amigos e colegas da estrada. Parabéns a todos!”.







