Em pouco mais de dois meses, oito pessoas morreram afogadas na região

Por Niomar Pereira – O verão está chegando e as temperaturas mais quentes já têm atraído um número maior de pessoas para rios e lagos. Só no final de semana duas pessoas morreram afogadas na área de atendimento do 10º Grupamento de Bombeiros de Francisco Beltrão. Uma menina de 9 anos morreu afogada no final da tarde de sábado, 17, no Rio Capanema, em Ampere. Segundo apurado pela Rádio Ampere, um casal foi até o rio nas margens da PR-481, nas proximidades da ponte, para se banhar e no momento que estavam brincando na água a menina acabou afundando. Ela foi socorrida imediatamente e levada ao hospital Santa Rita, mas não resistiu e morreu.

O outro afogamento também ocorreu no sábado, só que no Rio Marrecas, Linha São Sebastião, interior de Francisco Beltrão. Bruno Lemos dos Santos, 20 anos, entrou no rio e se afogou. Segundo o Corpo de Bombeiros, o local era de difícil acesso, sendo percorrido um morro íngreme e trilhas na mata até chegar a uma curva de rio. Colegas da vítima informaram que estavam em um grupo com nove pessoas. A corporação fez busca aquática por aproximadamente 45 minutos e o corpo foi encontrado em uma profundidade aproximada de 5 metros.

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De acordo com o tenente Moisés Iurk, do Corpo de Bombeiros, são oito mortes por afogamentos nos últimos meses. Quatro delas decorrentes das cheias do Rio Marrecas e suas implicações (no mês de outubro), mais dois irmãos gêmeos no Rio Marrecas (começo deste mês), próximo ao loteamento Terra Nossa, em Beltrão, e agora esses dois casos do sábado.

O oficial orienta que as famílias redobrem os cuidados, principalmente com crianças. “Ao avistar uma vítima de afogamento, procure alcançar material flutuante. Pode ser uma tampa de caixa de isopor, uma câmara de ar ou algo que passe segurança a esta vítima. Não entre na água para não se tornar uma segunda vítima. Não deixe crianças sozinhas em região de lagos ou até mesmo perto de piscinas, mantenha sempre a distância de um braço de crianças pequenas”, recomenda o tenente do Corpo de Bombeiros.

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