
Desde que foi criado (24-11-2010), o Grupo Mão Amiga atende familiares e pacientes que se tratam no Hospital do Câncer de Franciso Beltrão. Como não recebe auxílio de governos, depende de doações e colaborações.
Os gastos aumentaram a partir de 8 de março de 2017, quando foi inaugurada uma casa de apoio, que oferece, gratuitamente, refeições e hospedagem para pessoas que vêm da região e até de outros estados. Nesta semana, por exemplo, está hospedada uma mulher que veio do Espírito Santo: sua filha veio morar pra cá e agora, doente, recebe a visita da mãe.
Localizada no Bairro Vila Nova, a Casa de Apoio do Mão Amiga tem nove apartamentos duplos, com 18 camas; oferece, atualmente, cerca de 20 almoços por dia; também oferece transporte na cidade. Para manter essa estrutura, são necessários oito funcionários.
E para pagar todas as contas são feitos muitos trabalhos que geram renda, para complementar as doações recebidas da comunidade (o Jornal de Beltrão noticiou, na edição de ontem, o Chá Rosa, realizado com sucesso, sábado, com objetivo de reforçar o caixa da entidade).
O Mão Amiga recebe trabalho voluntário de fisioterapeutas, psicólogos, assistentes sociais, que atendem no local e também nas casas dos pacientes e familiares. O trabalho das voluntárias – hoje tem mais de 70 pessoas, contando alguns homens – é para a produção de peças que são comercializadas.
“Aqui tem várias coisas, como bordados, crochê, costuras, artesanatos, perucas, tudo pra gerar renda”, informa a presidente do Mão Amiga, Kátia Vaz Carneiro.
Kátia, que também é voluntária, vai no Mão Amiga todas as tardes. Tem voluntárias que frequentam várias vezes por semana, como aquelas que têm seus empregos e vão somente nos fins de semana, ou à noite.
Durante a pandemia, a casa permaneceu quase inativa, mas depois voltou a se movimentar, cada vez mais, tanto de pessoas atendidas como de voluntárias.
“Depois da pandemia, o grupo de voluntárias cresceu muito”, afirma Kátia. Ela acrescenta que, para participar do trabalho voluntário, é preciso conhecer a entidade e ser indicado (a), principalmente por uma pessoa que já é da casa.
Legião de Maria é apostolado
A maioria das instituições religiosas presta algum tipo de trabalho de assistência espiritual e social, mas a Igreja Católica formalizou, através da Legião de Maria, iniciada em Dublin, Irlanda, há mais de 100 anos (1919). Em Francisco Beltrão, já atua há mais de 60 anos.
A representante da Legião de Maria na Diocese de Palmas-Francisco Beltrão, Maria Helena Soranso, diz que não se trata de voluntariado e sim de apostolado, mas não deixa de ser um trabalho voluntário. Cada grupo tem presidente, vice-presidente, secretária e tesoureira. Anonimamente (sem divulgação nem comentários com outras pessoas), elas fazem visitas a doentes e famílias necessitadas, “sempre colaborando, sem anunciar”, diz Maria Helena. “Onde o padre não pode ir, a gente vai.”
Também ajudam nas promoções da Igreja, se responsabilizam pela organização de missas e outras cerimônias. E seguidamente têm encontros com palestras de padres e seminaristas, que falam de Maria, mãe de Jesus, e os objetivos da entidade. Quase mensalmente há promoções. Dia 11 de setembro, por exemplo, está sendo preparado um retiro espiritual, que começa com um café da manhã (no centro social da Paróquia Cristo Rei da Cango), com palestras, almoço, teatro e encerramento, às 15h, com missa.
Um desafio de quem trabalha na organização desses grupos é repor integrantes. As pessoas que participam diretamente são as legionárias ativas; aquelas que, pela idade, já não podem participar fisicamente, são as legionárias auxiliares. “Nós queremos que apareça mais gente, toda pessoa que quiser participar é bem-vinda, desde que seja católica praticante”, anuncia Maria Helena.







