Na Assembleia, Bancada Feminina vai homenagear dez mulheres em março

Prêmio será todo ano, e vai se chamar Rosy de Macedo Pinheiro Lima, primeira deputada eleita no Estado.

Mulheres deputadas na Assembleia, a maior bancada da história das mulheres paranaenses: Flávia Francischini, Cloara Pinheiro, Mabel Canto, Ana Júlia Ribeiro, Marli Paulino, Luciana Rafagnin, Marcia Huçulak, Maria Victoria Barros, Cristina Silvestri e Mara Lima. Foto: Orlando Kissner/Alep.

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Alep e JdeB – A Assembleia Legislativa do Paraná vai premiar mulheres de destaque na sociedade paranaense. Este é o objetivo do projeto de resolução 2/2023, de autoria da Bancada Feminina do Legislativo. A proposta institui o Prêmio Rosy de Macedo Pinheiro Lima, que será conferido anualmente pela Assembleia a dez mulheres indicadas pela Bancada Feminina, nas comemorações do Dia Internacional da Mulher, 8 de março.

A proposta determina que as agraciadas com o prêmio vão receber diploma contendo o brasão da Assembleia, o nome da homenageada e a distinção “Prêmio concedido a mulheres de destaque no Estado do Paraná – Dia da Mulher”.

Também será conferida uma medalha de Honra ao Mérito às dez mulheres indicadas pela Bancada Feminina. A atual legislatura conta com uma bancada feminina composta por dez deputadas, a maior história — e mais experiente é a beltronense Luciana Rafagnin (PT), que assumiu a primeira vez em 2001.

Na bancada (18,5% das cadeiras, o dobro em relação à legislatura 2019-22), as deputadas Luciana, Marcia Huçulak (PSD), Ana Júlia Ribeiro (PT), Flávia Francischini (União Brasil); Maria Victoria Barros (PP); Mara Lima (Republicanos); Mabel Canto (PSDB), Cristina Silvestri (PSDB), Cloara Pinheiro (PSD) e Marli Paulino (Solidariedade).

Rosy, deputada da UDN, a primeira doutora em Direito do Paraná

A premiação lembra a história da primeira deputada paranaense, Rosy de Macedo Pinheiro Lima (1914-2002). Rosy se elegeu deputada pela União Democrática Nacional (UDN) em 1947, nas primeiras eleições para a Assembleia Legislativa desde 1934. Nascida em Paris, iniciou os estudos na Áustria, na Itália e na capital francesa. Em Curitiba, com apenas 19 anos, Rosy concluiu o curso de Direito na Faculdade de Direito do Paraná em 1933. Em 1937, Rosy de Macedo defendeu a tese “A mãe e o Direito Civil” na Universidade do Brasil, no Rio de Janeiro, e se tornou a primeira mulher no país a obter o doutorado em Direito.

A atuação de Rosy Macedo na Assembleia Legislativa teve ênfase na educação e na inclusão da mulher na ação pública. Depois dela, só nos anos 1980 a Assembleia Legislativa do Paraná voltou a ter uma deputada.

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