Sérgio Moro faz campanha na região

Ontem, ele visitou empresas e órgãos de imprensa de Francisco Beltrão. Ao Jornal de Beltrão, disse que tem recebido muitas adesões e está confiante.

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Edson Campagnolo, Antonio Pedron, Sergio Moro, Ricardo Guerra e Irineu Miller em visita ao Jornal de Beltrão para entrevista sobre a candidatura de Moro ao Senado pelo Paraná. Foto: Flávio Pedron/ JdeB.

JdeB – Sérgio Moro (União Brasil) chegou em Francisco Beltrão na noite de domingo, 4. Ontem, desde as sete da manhã, visitou empresas e órgãos de imprensa da cidade. À noite, teve um evento na Churrascaria Pampeana. Hoje, segue seu roteiro de visitas, percorrendo outros municípios e da região.

No final da tarde, acompanhado do vice-prefeito Antônio Pedron, de seu candidato a suplente Ricardo Guerra (de Pato Branco), do ex-vereador Irineu Miller e do ex-presidente da Fiep Edson Campagnolo, Moro visitou o Jornal de Beltrão e concedeu entrevista.

Sergio Moro, candidato a senador pelo Paraná, durante a entrevista de ontem no Jornal de Beltrão. Foto: Flávio Pedron/ JdeB.

– Como está a campanha, dentro do que o senhor planejou ou teve que fazer alguma mudança?

– A campanha sempre tem uma dinâmica, é natural que haja mudanças de percurso. Mas em geral nós temos seguido nossa linha de proposta, dizendo a verdade, tanto em relação ao que a gente fez no passado, como o que a gente está fazendo no presente e o que a gente quer fazer no futuro.  Eu tenho colocado de uma maneira muito clara que o Paraná precisa de um senador, de uma voz forte e uma voz independente em Brasília. Pelo nosso histórico, eu defendo que eu posso ser essa voz e colocado isso com bastante humildade para os eleitores do Paraná.

– Como o senhor tem sentido a reação das pessoas?

– A receptividade tem sido muito boa. A gente tem viajado por todo o Paraná, visitando pequenas, médias e grandes cidades, já visitamos todas as regiões, infelizmente, pelo tempo, não é possível ir em todas as cidades do Paraná, mas todas as regiões estão sendo contempladas. Isso é importante pra gente comentar com as pessoas e pra ouvir sugestões, propostas, conhecer mais sobre cada realidade local. Nada melhor do que estar in loco pra ouvir as pessoas. Por exemplo, a gente esteve aqui em Francisco Beltrão e uma das grandes reclamações diz respeito à infraestrutura. Pra desenvolver economicamente melhor a região, precisa melhorar as estradas, tem uma demanda para o aeroporto, tem uma demanda por uma ferrovia.

Foto: Flávio Pedron/ JdeB.

– Vai ter debate para o Senado?

– Debate eu não sei. Tinha um debate marcado pela RIC, mas não houve consenso nas regras e acabou sendo cancelado. Temos que ver se nos próximos vai existir consenso, para que possamos participar. De todo modo, nós temos sempre nos colocado à disposição pra conversar. Seria interessante, mas veja que, por exemplo, tem muita gente que define, você vai dar uma entrevista, e coloca assuntos que não pode falar, a gente nunca faz isso, pra falar sobre qualquer coisa, a gente não tem segredo em relação ao que nós pretendemos fazer e quais são as nossas propostas. Nós temos um site no qual nós temos propostas no combate à corrupção, na segurança pública, pra educação e saúde, geração de emprego e renda, ou seja, nós somos um livro aberto.

– E com relação à política nacional, o senhor está se posicionando?

– O que eu tenho colocado de maneira muito clara é que, considerando a minha história, e os meus valores, não há condições de nós caminharmos com o PT ou com o Lula. Porque a história de corrupção nos governos do PT foi mal resolvida. O que deveria ser feito: o partido deveria reconhecer os seus erros para poder se redimir deles e seguir adiante, e não fez, ao contrário, adotou uma postura agressiva e negacionista em relação a esses fatos. Do outro lado, o meu perfil é de centro-direita, eu acredito na economia liberal, acredito na iniciativa privada, o governo tem o papel de fomentar um ambiente propício para investimentos e a competição leal. De outro lado a gente acredita, sim, que é necessário políticas sociais robustas, inclusive com transferência de renda, ainda mais num país com tanta desigualdade social, mas nós somos diferentes, a esse respeito, do PT porque eles têm uma visão mais burocrática, estatizante, com a qual a gente não comunga.

– Pro senhor que é juiz e conhece as leis, qual é a dificuldade maior, do Brasil, ter leis mais apropriadas ou cumprir aquelas que tem?

– Se eu fosse optar por uma apenas, seria pela segunda. Mas nós temos dificuldade nas duas. Vou te dar um exemplo: esses dias estavam todos falando do assassinato da Daniela Peres, trinta anos atrás. Comoveu o país. A gente vê lá a luta de uma mãe pra levar os assassinos da filha à justiça, e com muita dificuldade. Porque esse é um país no qual gente poderosa tem muitos meios de escapar da sua responsabilização e ao final, o assassino, o rapaz fica preso sete anos. Sete anos de prisão por matar uma pessoa. É banalizar o feminicídio, banalizar o assassinato. É muito pouco. Na Alemanha tem prisão perpétua, os Estados Unidos têm pena de morte. Não defendo pena de morte, não, mas sete anos é muito pouco. A gente tem que mexer na lei e a gente tem que executar as leis que a gente tem. Uma das coisas que a gente fez que eu me orgulho, conseguimos mudar a lei pra prever execução imediata das sentenças do Tribunal do Júri. O Tribunal do Júri julga basicamente assassinato e pra mim é uma ofensa ver alguém sendo condenado por assassinato e sair pela porta da frente. Agora não. A lei permite que seja cumprida de imediato a sentença do Tribunal do Júri. Aí você dá uma resposta ao crime mais grave que tem. Claro que corrupção é um crime hediondo na minha opinião, mas nada é pior que o assassinato.

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