Deputado Vermelho acredita que, em breve, Ponte da Amizade estará reaberta

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O deputado federal Nelsi Maria Vermelho (PSD) vem lutando há dias para que a reabertura da Ponte da Amizade ocorra rapidamente, visando reativar o turismo de compras e fomentar a economia na fronteira dos dois países. Vermelho já conversou com o presidente Jair Bolsonaro e com autoridades do Ministério das Relações Exteriores, buscando convencê-los a reabrir a Ponte da Amizade com a maior urgência possível para evitar um colapso ainda maior. “O presidente me disse que não tem mais sentido deixar as fronteiras fechadas e, no dia seguinte, publicou nas redes sociais que iria determinar a reabertura. Faltam apenas alguns detalhes e nós deveremos anunciar essa boa nova nos próximos dias”, informou Vermelho após o diálogo com o presidente. Já se passaram mais de seis meses desde que a ponte foi fechada e os prejuízos estão se acumulando na fronteira. “Muitos brasileiros que vivem em Foz do Iguaçu dependem da Ponte da Amizade para promover negócios com os paraguaios. Há, também, uma grande quantidade de trabalhadores informais que ficaram sem receita para manter a família”, diz o deputado. Vermelho explicou que no lado paraguaio a situação é ainda pior, com desemprego, fechamento de lojas, protestos e aumento da violência. “Essa ponte não pode mais permanecer fechada, precisamos reativar o turismo de compras e movimentar a economia na fronteira”, destaca o deputado.

Cenário caótico
Na semana passada, o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social de Foz do Iguaçu (Codefoz) emitiu documento falando sobre a importância de reabrir a ponte da Amizade. O manifesto diz que “as cidades da fronteira entre o Brasil e Paraguai vivem uma crise social e econômica sem precedentes. A restrição do acesso à Ponte Internacional da Amizade, que perdura mais de seis meses, transformou o que antes era fator de integração e desenvolvimento em incerteza, falência de empresas e desemprego em massa, fazendo surgir, por consequência, um cenário social caótico e de futuro imprevisível”. “Empresários, trabalhadores e cidadãos dos dois lados da fronteira amargam prejuízos econômicos e sociais, com proporções ainda impossíveis de serem contabilizadas. Homens e mulheres perderam o trabalho, deixando seus familiares vulneráveis. Estudantes estão impedidos de frequentar as universidades. Com a distância imposta por decreto, as políticas públicas para o enfrentamento da pandemia na fronteira não são unificadas entre os dois países.”

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