Vão responder por ato infracional análogo ao crime de incêndio e dano qualificado por ser patrimônio público.
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A Escola Municipal José Arnoldo Dresch, localizada no Bairro Rondinha, em Ampere, foi parcialmente destruída por um incêndio na noite de quarta-feira, 7. A parte atingida foi a da secretaria onde foram danificados documentos, móveis, equipamentos eletrônicos e materiais de expediente.
O gerente de um supermercado passava pelo local e avistou a fumaça. Ele fez contato com conhecidos para que os Bombeiros Comunitários fossem acionados para atender a ocorrência. Uma sala ao lado da secretaria também foi invadida, mas nada foi danificada.
O prefeito Disnei Zuca Luquini lamentou o ocorrido e disse que o local possui câmeras de monitoramento. “Essa foi a terceira vez que invadem a escola. Investimos em equipamentos de segurança e agora esperamos conseguir as imagens para identificar os envolvidos. A gente lamenta isso que aconteceu, pois se perdeu uma história de uma escola. É muito triste.”
A delegada de Polícia Tais Mendonça, em entrevista para a Rádio Ampere, relatou que, com o auxílio das imagens das câmeras de segurança, foi possível identificar os autores. O crime foi cometido por três menores de idade. Dois deles são irmãos (9 e 14 anos), que moram na mesma rua da escola, e outro tem 12 anos e reside no Bairro Santa Mônica.
Eles foram ouvidos pela Polícia Civil acompanhados dos responsáveis legais. Segundo apurado, os menores já teriam ido na escola outras vezes e fizeram “baderna”, mas nada grave.
No depoimento, disseram ainda que queriam entrar na escola quarta-feira, 7, para bagunçar, jogar papel higiênico na escola inteira, “e aí, como estavam de posse de um isqueiro, começaram a tacar fogo. Inclusive, citaram que fizeram duas vezes um coquetel molotov, mas não tinha dado certo”.
A delegada frisou que eles entraram nas salas após testarem todas as janelas até conseguirem uma aberta, depois disso começaram a destruir tudo. “Jogar tinta, começar tacar fogo, rasgar folhas de papel.”
Os garotos estavam brincando no Parque Ambiental Fundo de Vale quando decidiram ir na escola praticar o vandalismo. “São ex-alunos, perguntei se foi por vingança, mas me parece que foi um divertimento em destruir”, comentou Tais Mendonça.
Contudo, na opinião dela, o ato foi premeditado, porque eles estavam com um isqueiro e quando parou de funcionar, o menino de 9 anos foi comprar outro isqueiro. “Vê-se que tinha a intenção deles.” Os familiares informaram para a polícia que não tinham conhecimento do que foi praticado pelos adolescentes. Ontem mesmo eles foram encaminhados para o Ministério Público.
Os menores contaram que colocaram fogo em papéis para iluminar o local. Por fim, jogaram estes papéis em um armário, onde teria começado o incêndio. Vão responder por ato infracional análogo ao crime de incêndio e dano qualificado por ser patrimônio público. (Com informações da Rádio Ampere).





