Presos cultivam hortas e produtos vão para escolas e entidades assistenciais

Policiais

Hortas têm produção variada de legumes e verduras.

A Penitenciária Estadual de Francisco Beltrão (PEFB) está desenvolvendo um projeto denominado Hortas Comunitárias, que começou em um pequeno espaço na parte interna da unidade, na área de segurança (intramuros), e está ajudando a melhorar a qualidade da alimentação de entidades sociais do município. A ação partiu de uma iniciativa do grupo de segurança, com aval da diretoria. E além de ocupar o tempo dos presos com cultivo de hortaliças e legumes, é possível doar alimentos para instituições como a Apae, Casa Abrigo Anjo Gabriel, Associação Sensibilizar e algumas escolas. Em troca, os presos recebem remição da pena. Os presos que trabalham internamente também podem cultivar uma pequena horta só para eles. São aproximadamente 500 pés de alface e salsinha, cebola, tempero verde, pimenta-de-bico, chás medicinais como hortelã, penisilina, boldo, menta. Segundo o agente penitenciário Altair Ferras, nas hortas comunitárias os presos também cuidam e trabalham pela produção orgânica. Os produtos das hortas são, preferencialmente, destinados a organizações sem fins lucrativos, bem como para eventos promocionais de outras entidades quando o objetivo é arrecadar fundos para manutenção dessas entidades. “Os funcionários também podem levar pequenas quantidades de verduras e hortaliças. Saliento que as doações de mudas são feitas por um ex-preso. Vamos doando para entidades sociais para almoços e jantares beneficentes de todas as entidades que nos solicitam. Trabalham nos projetos os presos que têm aptidão e se voluntariam, fazemos uma triagem desses presos”, comenta Altair. Ele diz que as mudas também são repassadas para as entidades que querem ampliar suas hortas. O modelo deu tão certo que está sendo replicado para outras unidades penitenciárias do Paraná.

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