Conhecido como massagista e ligado a movimentos da Igreja Católica, ele colocou seu histórico à prova.

No domingo, Quintino comemorou o resultado de casa. Até o Arco-íris apareceu.
Depois teve carreata dos apoiadores.
Quando foi convidado pelo presidente do PSC, João Manoel Rios, para se filiar ao partido e ser candidato, Quintino Girardi fez um teste: em cada atendimento que realizava como massagista, comentava que estava pensando em disputar a eleição. A quantidade de respostas favoráveis e manifestações de apoio, mesmo longe das eleições, o motivou a confirmar a candidatura para vereador.
Quintino já lecionou Física, Química, Ciências e Matemática por 22 anos, é envolvido em movimentos da igreja católica, como a Jornada Jovem, há 45 e atualmente se divide entre o trabalho no Jornal de Beltrão e os atendimentos como massagista. Ele é um conhecido “arrumador de osso”, ofício que vem desde seu bisavô e que exerce sem cobrar nada; paga quem quer e quanto quiser.
Todo esse histórico foi colocado à prova na eleição. “Um dos fatores que me motivou a disputar a eleição foi para ver se o trabalho que a gente faz na sociedade está sendo bem aceito. E a eleição confirmou isso, foi um reconhecimento à nossa trajetória”, diz. Quintino foi o vereador mais votado nesta eleição, com 2.015 votos. Na história de Beltrão, ele só fica atrás do Dr. Lúcio Duarte, recordista com mais de 2,4 mil votos na década de 80.
Fazer essa quantidade de votos não foi fácil. Mesmo sendo bastante conhecido, Quintino precisava fazer seu número como candidato chegar até o eleitor e detalhar as propostas. Inicialmente formou um grupo no Whatsapp com 80 familiares e amigos próximos, cada um com objetivo de conseguir 20 votos. Depois, fez os santinhos e panfletos chegarem aos bairros. “Nosso pessoal era orientado a entregar o material nas mãos dos moradores e pedir se aceitavam e não deixar na caixa do correio ou jogar no chão”, revela. Somente nas três últimas semanas é que ele se licenciou do trabalho e foi conversar pessoalmente com amigos e em empresas. “Não deu pra visitar um terço do que a gente tinha programado devido ao tempo e aos cuidados, mas fizemos uma campanha limpa, sem gastos, sem precisar falar mal dos outros candidatos e recebendo aquele voto da sinceridade das pessoas”, comenta.
Como vereador, ele quer ser um elo entre as pessoas e o poder público. “A gente se lançou candidato pela vontade de querer fazer as coisas e estando numa função de vereador será possível ter essa ligação entre o que as pessoas desejam melhorar, seus problemas e ideias junto à administração municipal, que tem a capacidade de fazer. Vamos honrar com muito trabalho cada um dos 2.015 votos e também quem não votou na gente”, detalha. Quintino assume o mandato em 1º de janeiro, junto com outros 12 vereadores – destes, nove nunca exerceram o cargo.





