Mais votada de seu município, diz que a mulher deve encarar a política sem medo. Ela aproveitou o passeio para levar ideias para seu município.

A vereadora mais votada de Medianeira, Aninha Santos Lima (PSD), esteve sábado, 31 de julho, em Francisco Beltrão. Acompanhada do marido Michael e do amigo Bruno Savarro, que é suplente de vereador em Beltrão, visitou pontos turísticos e obras que estão sendo executadas no município. E, numa visita ao Jornal de Beltrão, concedeu entrevista.
Aos 33 anos, Aninha se candidatou pela primeira vez. Ela trabalhava numa clínica médica de pacientes oncológicos. Afirma que fez campanha sem gastar. Sobre Beltrão, se impressionou com a cidade, que é mais bem estruturada do que ela imaginava, subiu na Torre da Concatedral, foi ver o túnel do Marrecas e gostou também de conhecer a feira do produtor, que aqui é coberta, e levou ideias novas para seu município. “É a troca de informação que a gente coleta o que é de bom e leva.”
JdeB – Ana, você se elegeu vereadora, agora, pela primeira vez. Faz tempo que estava pensando em entrar na carreira política?
Aninha – Não. Na verdade, foi um desafio lançado em cima das eleições, e eu não imaginava participar. Nós viemos de uma entidade de terceiro setor que prestava serviço voluntário e acabei buscando mais representatividade na causa e, por esse motivo, entramos na política. Trabalhamos com uma entidade de cunho oncológico que atende a região Oeste do Paraná, somos fundadores, se chama Associação Anjos do Bem de Apoio ao Paciente Oncológico do Oeste do Paraná e, buscando a representatividade na saúde pública, nós participamos do pleito e logramos êxito aí.
Alguns partidos têm dificuldade de preencher a cota de mulheres. E outras mulheres vão espontaneamente. Você em qual se encaixa?Espontaneamente. Acredito, sim, que é bem complicado buscar representatividade feminina, acredito que as mulheres ainda tenham um pouco de resistência, porque ainda é um mundo mais masculino, mas aos poucos vamos conquistando o nosso espaço. Na minha cidade somos em três mulheres, a gente brinca que atingimos a cota dos 33…
Num total de nove?
De nove vereadores, somos no nosso município. Percebemos, no Paraná todo, que está tendo essa representatividade feminina. Tenho certeza que a mulher tem um pouco mais de sensibilidade em algumas causas, então, a gente tem que buscar essa representatividade no setor público, sim.
Tem dois fatores principais pra mulher usar mais espaço: um é a lei que beneficia, reservando cota de 30% pra elas, e outra é a determinação delas, né. Qual é o entrave maior que você vê paras mulheres terem determinação que nem você de se lançarem na política?
Acho que é medo. Medo de você não corresponder à expectativa política, porque é uma novidade pras mulheres. A gente vê muitos homens e acha que não vai se adaptar, mas sim, é um mundo coletivo, tem espaço pra todo mundo e as diversas formas de pensar democraticamente são muito importantes – masculinas, femininas –, é uma forma diferente de perceber a nossa comunidade.
Os temas são vastíssimos, mas quais você trabalha mais e pretende trabalhar mais?
Nossa bandeira sempre foi a saúde pública, que é uma das demandas que a gente tenta dar um pouquinho mais de atenção; a educação também, que é o alicerce da sociedade; e segurança. Mas a maior afinidade é com a saúde pública e a educação.
Já tá pensando na reeleição?
Não, acho que tá muito longe, não esquentamos nem a cadeira ainda.






