
Pedro França/Ag. Senado
Numa entrevista, o ministro Gilmar Mendes (STF) debochou do linguajar do pré-candidato a presidente Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais: “Ele fala um dialeto próximo do português. Muitas vezes, a gente não o entende. Estava imaginando que ele fala uma língua lá do Timor-Leste, mas, de qualquer forma, naquilo que for inteligível, é importante que a Procuradoria, a Polícia Federal, o próprio ministro Alexandre de Moraes aprecie”.
Zema reagiu no X/Twitter: “Sabe por que você não entende o que eu falo, Gilmar Mendes? É que o linguajar de brasileiros simples como eu é diferente do português esnobe dos intocáveis de Brasília. O problema não é você não entender as minhas palavras. O problema é os brasileiros não entenderem os seus atos. É você recorrer ao autoritarismo para calar os que criticam o comportamento de ministros do Supremo. É você e os seus colegas terem perdido a noção do que separa o público do privado. O certo, do errado. É isso o que brasileiros simples como eu não conseguem entender. É isso o que nós não vamos mais aceitar”.
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), recentemente ameaçado por Gilmar, que defendeu que ele fosse processado, solidarizou-se com Zema: “Manifesto total solidariedade a Romeu Zema, que sofre, da parte do ministro Gilmar Mendes, uma tentativa de criminalização por conta de opiniões manifestadas em vídeos satíricos. Isso é incompatível com uma República democrática verdadeira”.
Zema em pré-campanha
Ontem, Zema cumpriu agenda em Goiás. Ele visitou a empresa Kingspan Isoeste. Também compareceu ao Fórum das Entidades Empresariais de Goiás, em Goiânia, e, à noite, teve encontro com filiados do Partido Novo.
Campanha antecipada
O PL acusou o PT e o governo federal de “campanha antecipada”. O presidente Lula reagiu: “Nós precisamos desmascarar os mentirosos deste país. Quando tiver a campanha, essas verdades vão ser mais contundentes e a gente vai poder deixar os mentirosos nus diante das câmeras”.







