Na simulação de segundo turno, empate técnico: Flávio 46% e Lula 45%.

Fábio R. Pozzebom/Ag.Brasil

Beto Barata/PL-Nacional

Walter Folador/Gov.Goiás
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 40% das intenções de voto e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), 37%, segundo pesquisa Meio/Ideia publicada ontem, 8. O resultado significa que os dois estão empatados tecnicamente. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais.
Os dados são relativos ao cenário estimulado de primeiro turno, mas o empate técnico se repete no segundo turno: Flávio, com 46%, ultrapassa numericamente Lula, que tem 45%.
O levantamento aponta também para uma disputa estabilizada neste momento. Na rodada anterior, em março, Lula tinha 40% e Flávio, 35%, no primeiro turno — ambos oscilaram dentro da margem.
No segundo pelotão, três nomes estão empatados tecnicamente. Ronaldo Caiado (PSD) tem 6% e Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) registraram 3% das intenções de voto cada. Indecisos são 8,5% e brancos e nulos, 1%. Aldo Rebelo (DC) tem 0,6%.
A pesquisa Meio/Ideia entrevistou, por telefone celular, 1.500 pessoas entre os dias 3 e 7 de abril. O nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-605/2026-BRASIL.
Segundo turno
Empate técnico com Flávio Bolsonaro à parte, Lula ganha de todos os outros demais candidatos no segundo turno.
Ele tem seis pontos de vantagem contra Caiado (45% a 39%) e contra Zema (45% a 39%). A margem sobe contra Renan Santos — 45% a 26%.
Decisão de voto
A Meio/Ideia detectou que os eleitores se tornaram mais indecisos na hora de definir em quem votar.
Em janeiro, primeira rodada do levantamento, 64% diziam que estavam decididos e 36% respondiam que ainda poderiam mudar de voto.
Agora, os decididos caíram para 49%, enquanto os que declaram que ainda podem mudar subiram para 51%.
Avaliação de governo
A pesquisa também aponta que a avaliação do governo estabilizou, ou seja, variou apenas dentro da margem de erro de 2,5 pontos.
Questionados sobre o conceito que davam para o governo, 11% responderam “ótimo” (eram 12% no mês passado); 21% escolheram “bom” (eram 23%); “regular” foi a escolha de 19% (18%); “ruim” registrou 15% (16%) e “péssimo”, 31% (29%).
O levantamento também perguntou qual é a maior ameaça à democracia brasileira: a mais citada, com 42%, foi a concentração de poder no Judiciário, seguida da corrupção na classe política, com 16%.
A maior parcela dos entrevistados, 41%, se declararam contra qualquer tipo de anistia, enquanto 32% são favoráveis à medida inclusive para Jair Bolsonaro (PL) e os militares.
Outros 21% são a favor da anistia somente para os manifestantes e não os líderes do 8 de Janeiro. Não souberam responder somaram 6%.
Estadão/Conteúdo.






