No Sudoeste, Podemos tem um prefeito (Amarildo Carneiro) e uma vice-prefeita (Lurdinha Bertani); PSDB não tem prefeito e tem dois vices (Sérgio Vitali e José Bandeira).

Podemos e PSDB se preparam para anunciar, possivelmente terça-feira, 29, uma fusão entre os partidos. “O formato do anúncio ainda não está definido”, publicou o site G-1. Mas toda grande imprensa está dando como um caminho sem volta.
Num primeiro momento, a legenda vai se chamar #Podemos+PSDB — ou o contrário, #PSDB+Podemos. No decorrer do ano será montado um novo estatuto, o programa e o nome definitivo — que poderá ser Moderados. Ou Independentes. Ou algum outro nome que surgir.
Juntos, os partidos podem chegar a ter a sétima maior bancada da Câmara, com 28 deputados em Brasília — dois do Paraná, Luiz Carlos Hauly (Podemos) e Beto Richa (PSDB).
Na Assembleia, serão quatro cadeiras — Cristina Silvestri (PSDB), Mabel Canto (PSDB), Fábio Oliveira (Podemos) e Denian Couto (Podemos).
No Sudoeste, em termos executivos, o Podemos tem hoje um prefeito, Amarildo Carneiro (Manfrinópolis) e uma vice-prefeita, Lurdinha Bertani (Francisco Beltrão). O PSDB, que no passado foi forte, atualmente está sem prefeito, tendo apenas dois vice-prefeitos, Sergio Vitali (Nova Prata do Iguaçu) e Jose Dorival Bandeira (Santo Antônio do Sudoeste).
Em Beltrão, o PSDB é uma legenda forte e elegeu em 2024 a maior bancada da Câmara, com quatro cadeiras — Silmar Gallina, Júnior Nesi, Maria de Fátima Niclotti e Oberdan Sartetta. O Podemos beltronense tem duas vagas, sendo uma a de presidente, Cidão Barbiero, e Fernando Misturini.
Se as bancadas permanecerem compactas, a nova denominação partidária terá seis cadeiras. Mas é preciso destacar que quando acontece a fusão, os parlamentares — tanto o vereador quanto o deputado — ficam livres para mudar de legenda, sem comprometer o mandato. Ou seja: se alguém não concorda com a fusão, pode se filiar noutra agremiação.
Podemos
Amanhã o Podemos promove em Beltrão um encontro regional. O presidente estadual Gustavo Castro estará presente. No plano nacional, parece definido que a presidência da nova sigla ficará com a deputada de São Paulo Renata Abreu, do Podemos. O vice será o ex-governador de Goiás, tucano Marconi Perillo.
No Senado, o novo partido pode ser a quarta maior bancada da Casa, com 7 senadores. Com esse número, ficaria empatado com o União Brasil.
Alguns pormenores ainda devem ser discutidos. As pendências incluem, por exemplo, a definição de novos comandos nacionais e estaduais para unificar o partido. No Paraná, os caciques e ex-governadores Beto Richa (PSDB) e Álvaro Dias (Podemos) devem sentar para destrinchar o futuro. Estarão na mesma trincheira na corrida eleitoral de 2026? Ou a partir de 2025 cada um vai construir sua fortaleza longe do outro?
Governadores
No Brasil em 2022, o PSDB elegeu três governadores — Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), Eduardo Riedel (Mato Grosso do Sul) e Raquel Lyra (Pernambuco), que migrou para o PSD no mês passado. O Podemos não tem governadores.
Uma das especulações presidenciais do novo partido aponta o gaúcho Eduardo Leite como provável candidato.





