Alguns tipos de plástico não têm mercado e moradores também descartam materiais orgânicos e contaminados junto com o reciclável.

Todos os meses, a Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Marmeleiro (ACMR) recolhe uma média de 32 toneladas de materiais – apesar de a quantidade variar bastante, principalmente neste ano de pandemia. Mas nem todo o material coletado pela entidade pode ser aproveitado. Isso porque ainda há muito lixo comum misturado ao reciclado e também por não haver possibilidade de comercializar todo tipo de material.
“Alguns tipos de plástico, como de sacola ou embalagens, não têm mercado, então nós enviamos para o descarte. O mesmo ocorre com o que chamamos de material contaminado, que é uma embalagem boa para reciclagem, mas que vem com resíduo orgânico junto. Esse é um problema grande também”, explica Jonas Arreal dos Santos, presidente da Associação. As equipes já chegaram a encontrar animais mortos e seringas descartados nas lixeiras de recicláveis.
O material que não tem aproveitamento é classificado como rejeito e enviado para um aterro sanitário, seguindo todas as normas ambientais para o descarte. Segundo estimativas da entidade, metade do material coletado na cidade e interior não pode ser aproveitado comercialmente. Apesar do baque provocado pela pandemia do coronavírus, que reduziu a quantidade de material coletado, o preço da maioria dos recicláveis melhorou e compensou as perdas do primeiro semestre.
Coleta, separação e venda
A coleta é feita semanalmente na cidade e também em comunidades do interior, numa parceria com a Prefeitura de Marmeleiro. A entidade possui 20 associados que trabalham na classificação, prensagem e embalagem dos materiais – há uma esteira para separação do que é alumínio, vidro, papelão… e depois tudo é prensado e enviado para a reciclagem em empresas especializadas.
Jonas pede a colaboração da população na separação do lixo, inclusive não misturando orgânicos e recicláveis na mesma lixeira. Isso atrasa o serviço, coloca em risco os catadores devido ao contato com outros materiais e também gera mais custos para o descarte correto. “A gente pede encarecidamente que o pessoal não coloque no reciclável fraldas, esponjas, panos e que as embalagens sejam lavadas antes. Materiais como o papelão, vidro, isopor e garrafas pet podem ser depositados normalmente. Quando ajudam nosso trabalho, estão ajudando várias famílias que dependem da reciclagem”, completa.





