Plano de arborização deve ser concluído até fevereiro

Depois disso, o documento é entregue ao Ministério Público com um cronograma de atividades que é cobrado anualmente.

O inventário vai abranger 50% da cidade.

Acadêmicos de universidades de todo o Brasil estão sendo os responsáveis pela realização do inventário das árvores em Dois Vizinhos. O trabalho vai abranger metade das quadras da cidade, com inspeção minuciosa de todos os exemplares plantados nessas regiões. “O inventário é uma das etapas exigidas pelo Ministério Público (MP) para o Plano de Arborização Urbana, inclusive, é o motivo de reprovação de vários planos por não estar sendo feita de forma adequada ou medindo todas as quadras necessárias, avaliando as condições das árvores, se tem cupins, brocas, cancros, ocos, outras características que podem trazer risco de queda total ou parcial. Também se analisa as larguras de calçada, presença e tipo de fiação aérea elétrica que é muito importante para se decidir qual o porte de árvore que pode ser plantada numa amostragem completa”, disse o engenheiro florestal Ciro Duarte da Paula Costa, responsável pelo plano.

O projeto conta com um cronograma de implantação que vai balizar as atividades daqui para a frente. “O órgão estadual avalia o plano e, se aprovado, cobra o cronograma de implantação. Essa é uma etapa muito esperada porque, na prática, começam aparecer mais árvores plantadas, acontece a retirada de algumas árvores com risco de queda ou as alergênicas e esse cronograma deve ser obedecido. Com base em todos os estudos, conseguimos entender quais as melhores espécies, o que as pessoas preferem, pois não adianta plantar somente o que os engenheiros florestais acham adequado. Isso é uma questão de planejamento, Dois vizinhos não teve isso décadas atrás e o inventário tem esse papel, temos que entender a situação atual para pensar numa arborização e dar uma nova cara para a cidade nos próximos 20 anos”, completou.

Preferências
Em uma pesquisa que foi feita entre os duovizinhenses foram entrevistadas 2.660 pessoas sendo que 50% demonstraram preferência para espécies de sombra, um quarto prefere as frutíferas e outro quarto as árvores de flor. “Conseguimos ver diferenças e preferências em bairros, com preferências por fruta ou flor e esse planejamento que o inventário nos permite adequar. O centro, por questões de conforto térmico, será dada preferência a espécies de sombra com floração exuberante. Os pontos mais críticos e que terão prioridade no centro são a Travessa Arnaldo Busato, a Rua 28 de Novembro, a Sete de Setembro, a Rua João Dalpasquale, Avenida México, Avenida Salgado Filho e Presidente Kennedy”, conclui.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Destaques