Há algumas técnicas que podem melhorar a nutrição para os bovinos.
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No município de Palmas os produtores estão fazendo o plantio de milho para a produção de silagem. A safra normal de milho, cujo cultivo vai de setembro a janeiro, tem sido usada principalmente para o cultivo de variedades para silagem. Os produtores de leite sabem que a qualidade depende de cuidados que começam agora. A escolha da semente, o cultivo e o ponto de colheita vão influenciar diretamente o valor nutritivo do alimento a ser oferecido para o gado.
Para conseguir os resultados desejados muitos produtores procuram orientações com os extensionistas da Emater. A atenção está voltada ao plantio, com a escolha dos híbridos adequados – bom percentual de grãos – correção e adubação do solo para garantir boa produtividade.
De acordo com Lucas Fernando dos Santos, da Emater de Palmas, neste ano aumentou significativamente o número de produtores que buscam informações sobre ensilagem. Ele acredita que essa mudança de comportamento é reflexo do 1º Torneio de Silagem de Milho, realizado em julho desse ano. A iniciativa fez parte das ações do Projeto Leite Sudoeste Emater.
Os dados obtidos no torneio despertaram o interesse de muitos produtores do Sudoeste e de outras regiões. Mesmo quem tradicionalmente fazia a silagem não tinha ideia do seu real valor nutricional. O torneio chamou a atenção para o assunto e até se transformou num trabalho científico apresentado por Lucas Santos na reunião técnica sul-brasileira de pesquisa de milho e sorgo (Misosul 2019), em agosto.
Cuidados continuam após o plantio
Os cuidados com o milho não terminam no plantio. Os produtores assistidos pelos extensionistas serão informados sobre o momento mais indicado para a ensilagem. “Quando a matéria seca da planta estiver em aproximadamente um terço está no ponto para se fazer a ensilagem. Colher o milho no ponto ideal traz ótimas condições de compactação, boas características para consumo, redução das perdas no armazenamento, facilidade de corte e partículas mais uniformes”, ressaltou Santos.
O extensionista ainda destaca outros detalhes como o tamanho das partículas obtidas, a compactação e vedação do silo. “Durante a colheita é preciso realizar a manutenção e a afiação das facas e contrafacas da ensiladeira. Assim, é possível garantir um bom tamanho de partículas, de 0,5 a 2,0 centímetros. Com o silo cheio é preciso fazer uma boa compactação e vedação” explicou Santos.
O capricho nessa hora resulta em maior tempo de armazenamento do alimento, redução de perdas por apodrecimento, diminuição de custos e bons valores nutricionais. Quando a ensilagem estiver pronta, e o produtor precisar ou desejar usá-la, o extensionista orienta a retirada de uma fatia mínima de 20 centímetros. “O ideal é não deixar buracos, o que evita que a silagem estrague”, orienta Santos.
Ele reforça que a dedicação do produtor, desde o plantio até o consumo da silagem, faz com que o gado continue produzindo leite e carne, mesmo com pouco pasto.
O resultado do empenho dos produtores de Palmas será avaliado no próximo ano no 2° Torneio de Silagem de Milho.





