Restaurantes se adequam para atravessar pandemia

Estabelecimentos ainda não recuperaram o movimento, mas proprietários estão otimistas: “o pior já passou”.

Jorge de Lara tenta se manter com a queda na clientela e aumento dos alimentos.

Marmeleiro é uma cidade de passagem para muitos viajantes, seja um caminhoneiro a trabalho, compristas em direção ao Paraguai ou uma família de férias. Parte da economia da cidade gira em torno das rodovias que ali chegam e dali saem e com os restaurantes não é diferente. Muitos dependem do movimento na estrada para garantir o movimento. Mas, com a pandemia do coronavírus, há menos gente viajando e este novo cenário afetou os estabelecimentos.

“O movimento caiu uns 40, 50% do que era antes da pandemia. Só agora, a partir de setembro, que voltou a melhorar um pouco”, explica Jota Toscan, do Restaurante Parada 280. Para passar por esse momento, Jota segurou investimentos planejados na ampliação do local, alterou a forma e os horários de atendimento e teve que dispensar alguns funcionários, mas está otimista para esta reta final do ano, com abertura das fronteiras e mais pessoas viajando a turismo.

No caso do Restaurante Pedrinho Zancan, o movimento se recuperou rapidamente, mas ainda é 80% do registrado antes da pandemia. A equipe se preparou para atender as normas de prevenção, com higienização, luvas, máscaras e distanciamento entre as mesas. Logo que reabriram, precisavam servir os clientes – pois o decreto municipal não permitia self-service – mas aos poucos a rotina foi sendo retomada, mas com novos cuidados. “No começo, sentimos muito a queda no movimento, algo que só tinha ocorrido conosco nestes 17 anos quando houve a greve de caminhoneiros e a rodovia ficou fechada aqui perto”, relata Volnei Zancan.

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Pedrinho Zancan viu voltar boa parte do movimento em seu restaurante.

O que vem dando guarida a muitos estabelecimentos é o fornecimento de marmitas para empresas e moradores locais, além dos caminhoneiros, que não pararam durante a pandemia. Assim é com o Restaurante Coração Gaúcho, mas o proprietário Jorge de Lara acredita que o cenário só vá melhorar em 2021. “O movimento ainda está abaixo do que era antes, o preço dos alimentos aumentou e não repassamos o custo maior no valor do almoço. Acredito que até lá por maio do ano que vem, vamos sofrer com essa situação”, avalia Jorge de Lara, proprietário do estabelecimento e que está há 21 anos no ramo.

Jota Toscan e a esposa Nivalda Soster: expectativa de melhora no fim de ano.

 

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