Secretaria Estadual da Saúde envia ajuda às famílias afetadas pelas fortes chuvas

A preocupação das autoridades do setor é com a possibilidade de contágio da leptospirose.

 

No Bairro São Miguel, o Rio Marrecas transbordou 
e alagou várias casas, causando prejuízos.

 

 A Secretaria de Estado da Saúde enviou suprimentos para auxiliar no atendimento às pessoas afetadas pelas chuvas nos municípios da região de Francisco Beltrão. Foram destinados materiais informativos sobre doenças e frascos de hipoclorito de sódio (para tratamento da água). 
Além dos materiais, o Hospital Regional está atendendo a população e servindo de retaguarda para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Francisco Beltrão. “É nosso dever agir de forma rápida para garantir o atendimento em saúde, principalmente nesses momentos difíceis”, afirmou o secretário da Saúde em exercício, Sezifredo Paz. 
A Defesa Civil de Beltrão retirou 20 famílias de suas residências na quarta-feira por causa da enchente no Rio Marrecas. A Secretaria de Assistência Social informa que todas estas famílias já retornaram para suas residências.

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Mobilização de pessoal
Equipes das regionais de saúde estão mobilizadas para ajudar a população e prefeituras. “A principal preocupação é para a ocorrência de casos de leptospirose, diarreia e outros problemas relacionados à falta de higiene, contato com água contaminada e acidentes com animais peçonhentos” destacou Paz.
A leptospirose é transmitida pela urina dos ratos, que geralmente se espalha pela água suja, esgoto ou lama. A bactéria da doença entra no corpo pela boca, pele e pelos olhos, com ou sem ferimento. A recomendação é que as pessoas usem luvas, botas ou sacos plásticos nas mãos e nos pés quando o contato com a água da enchente for inevitável. Recentemente um caso da doença foi registrado no município. A doença contaminou um agricultor que precisou atendimento em hospital. 

Sintomas da leptospirose
Os principais sintomas da leptospirose são febre alta, dor de cabeça, dor muscular (principalmente nas pernas), olhos vermelhos, icterícia ou olhos amarelos, vômito e diarreia. Em caso de suspeita da doença, a pessoa deve ser encaminhada imediatamente a uma unidade de saúde.
Outras doenças, como a gastroenterite (diarreia) e as hepatites A e E estão ligadas ao consumo de água e alimentos contaminados. “Não se deve utilizar alimentos que tenham entrado em contato com a água da enchente. Além disso, a orientação é evitar o consumo de água de poços superficiais, rios e outras fontes não tratadas”, explica a superintendente de Vigilância em Saúde, Eliane Chomatas.
As embalagens plásticas e de papel não impedem a contaminação dos alimentos e por isso é preciso descartar preventivamente esses produtos. Também é indicado o descarte de enlatados que estiverem amassados, enferrujados, abertos ou com tampas estufadas.

Orientações à população
Após o período das enchentes, há outras recomendações importantes para se evitar novos acidentes. É comum que se encontre animais, como aranhas, cobras, escorpiões e ratos nos cômodos da casa. “As pessoas tem que ter cuidado redobrado nessas situações e contatar a Secretaria de Saúde do município para saber como se comportar”, destaca coordenadora da divisão de zoonoses e intoxicações da Secretaria da Saúde, Tânia Portela.
Na hora da limpeza das casas, pode-se utilizar uma solução desinfetante de preparação caseira. Basta misturar água da rede pública à água sanitária, ou hipoclorito de sódio. A proporção é de 250 ml de água sanitária para 25 litros de água.

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