Thermas Águas do Verê: Empresário prevê turismo doméstico em alta na próxima temporada

Regional

Amplo espaço externo permite que o Thermas Águas do Verê receba pessoas com o devido controle e sem algomeração.

Entre os setores mais prejudicados pela pandemia de coronavírus está o de turismo. Alguns estabelecimentos já retomaram suas atividades, mas com várias medidas restritivas impostas e redução significativa da capacidade de alojamento, a fim de evitar aglomeração de pessoas. Porém, a expectativa para a próxima temporada para o turismo interno no País é bastante positiva.

O empresário Murici Chiodelli, diretor do Thermas Águas do Verê, diz que os primeiros meses de pandemia foram difíceis para empresa. “Foi uma situação muito difícil, porque do dia 17 de março foram cinco meses de portas fechadas. Nós tínhamos uma demanda muito boa, mas cancelamos todas as hospedagens. O mês de abril, nós tínhamos também um mês muito interessante, porque tinha Páscoa, Tiradentes, tinha o feriado de 1º de Maio. Então, se esses dois meses não tivessem sido comprometidos, a situação seria bem diferente.”

Segundo ele, a empresa seguiu todas as normas recomendadas pelas autoridades sanitárias, visando garantir a saúde da população e dos colaboradores. Por ser um empreendimento turístico, o Thermas Águas do Verê recebe um contingente grande de visitantes da região Oeste do Paraná, da região Centro Sul e da Capital. “Então, no Verê, era uma situação mais tranquila, não tinha nenhum caso — apesar, que logo em seguida apareceu o primeiro caso —, mas, em virtude as cidades que visitam a gente, como, por exemplo, Curitiba, Cascavel, Foz do Iguaçu, Guarapuava, foi necessário suspender o atendimento.”

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No dia 20 de março, a empresa dispensou toda sua equipe até o final do mês, imaginando que até lá haveria uma orientação do que poderia ser feito. “Como a coisa andou de um jeito que todo mundo viu e, até hoje não tem a maneira correta de se controlar a doença (Covid-19), no mês de abril, a empresa deu férias para todo mundo.”

A partir de então, o governo federal emitiu as medidas provisórias, com possibilidade das empresas suspenderem contratos de trabalho ou reduzir de carga horária por até 60 dias. “Como a gente não viu uma expectativa de que o turismo voltasse antes do mês de julho, então, eu teria o mês de abril de férias, mas maio e junho eu não saberia o que fazer, então optamos pela suspensão do contrato de trabalho.”

Em julho, houve a prorrogação dessas medidas por mais 60 dias. Mas já naquele mês alguns funcionários voltaram a trabalhar, sendo que o governo pagou 70% dos salários e a empresa 30%. “No dia 14 de agosto, nós abrimos no final de semana, de sexta a domingo, desde então a gente está nessa redução da carga horária, porque as medidas foram novamente prorrogadas.”

Chiodelli relata que poucos empreendimentos conseguiram acessar linhas de crédito disponibilizadas pelo governo como o Pronamp, contudo, a redução da jornada de trabalho colaborou bastante para a sobrevivência das empresas de turismo. “Durante a semana o hotel estava ocioso, então, o empregado estava seguro pela medida provisória do governo que bancou 70% do salário dele. Já uma situação muito diferente é com empresas que trabalham com eventos, por exemplo, com convenções, reuniões, formaturas, casamentos, festas e bailes, que estão até hoje sofrendo, porque os decretos impedem aglomerações.”

Espaço suficiente para acomodar hóspedes
Uma das vantagens do Thermas Águas do Verê, segundo o empresário Murici Chiodelli, é o espaço amplo do complexo turístico. “Então, a gente consegue no restaurante montar as mesas distanciadas, montar um buffet com distanciamento na fila, atendimento com luvas, com máscaras, com álcool em gel, toda higienização do ambiente, se nós não tivéssemos espaço, talvez, eu teria que fazer uma hospedagem bem menor.”

O Thermas Águas do Verê está atendendo de quinta a domingo cumprindo as normas de distanciamento. “Nós temos uma área externa grande, então as pessoas não se aglomeram, tem muitas piscinas, não existe aglomeração dentro da área das piscinas.” O complexo turístico está trabalhando com 50% de sua capacidade. E apenas hospedagem. “Eu tenho restaurante que é para 250 pessoas, eu posso botar 125, eu tenho outro que dá para 400 pessoas, no máximo 200 pessoas e em distanciamento. Agora, o ideal é que no ambiente não se tenha a aglomeração maior do que 100 pessoas.”

Day use a partir de dezembro, e controlado
Os visitantes que chegavam ao local para passar apenas um dia (day use) ainda não estão sendo recebidos. A previsão é para dezembro. “Nós temos que trabalhar de forma diferente entre as pessoas que queiram passar o dia no hotel. O formato está sendo elaborado para que se atenda no parque aquático até 150 pessoas por dia, a partir de 1º de dezembro. As pessoas vão fazer a reserva antecipada para que se evite aglomeração.”

Retomada do turismo interno
Mesmo com algumas medidas de distanciamento ainda vigorando, o empresário acredita que será uma temporada muito boa para o turismo interno. “A gente imaginava que as pessoas não fossem ter a coragem de sair, mas o que se percebe é realmente ao contrário. Nós não acreditamos que o turismo internacional aqueça no período de 12 meses. Então, o turismo interno vai estar muito aquecido, e as pessoas a partir de agora, em dezembro e janeiro — que muita gente entra em férias —, elas vão sair, elas vão procurar lugares assim que sejam mais livres de aglomerações e vai aquecer muito o turismo interno.”

Investimentos
O Thermas Águas do Verê iniciou em julho uma obra para implantação de piscinas cobertas. A previsão é que o novo complexo de piscinas, com capacidade para até 300 pessoas, esteja pronto a partir de setembro de 2021. Serão dois mil m² de obra construída, composta por piscinas, lanchonete, sauna, banheiros, sala de lazer. O orçamento inicial prevê investimentos de R$ 3 milhões. “O investimento em turismo tá muito forte, ainda não dá pra dizer que o Thermas Águas do Verê é um dos maiores do Paraná, mas em termos das regiões Sudoeste e Oeste do Paraná, tirando fora Foz do Iguaçu, talvez seja o maior empreendimento de turismo. Hoje, nós atendemos até 200 pessoas. Mas, a tendência é que no período de três anos, eu acredito que vá para 500 pessoas.” Em cinco anos o Thermas espera contar com pelo menos 150 apartamentos. “A gente tem uma demanda muito grande esse ano, já está bem difícil até de conseguir reservas.”

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