Segundo nota oficial da empresa, a culpa das demissões é da ocupação que bloqueia as obras.

“A Usina Baixo Iguaçu informa que até esta quarta-feira (16) já foram dispensados 1.050 trabalhadores do seu canteiro de obras e outros 241 colaboradores já receberam aviso de dispensa”. Assim começa a última nota oficial publicada pelo Consórcio Empreendedor Baixo Iguaçu, responsável pela construção da usina.
As obras estão paralisadas desde o dia 18 de outubro por causa da manifestação de moradores do entorno que ocupam os portões de entrada, reivindicando novas negociações de reassentamento e indenização pelas terras que serão inundadas para a formação do reservatório do empreendimento. Segundo o Consórcio, a paralisação está causando a desmobilização do canteiro – o motivo das demissões.
No dia 26 de outubro, a Justiça de Capanema decretou interdito proibitório para a manifestação, definindo a necessidade da desocupação. No entanto, a polícia foi até o local apenas para tentar negociar com os manifestantes. As negociações foram infrutíferas.
Os manifestantes dizem que não sairão do local enquanto não for marcada uma nova reunião com a empresa, para renegociar valores e reassentamento. Eles já se reuniram com o Governo do Estado, para buscar intermediação do conflito.
Uma audiência pública para discutir o impasse deve acontecer na sexta-feira, 18. Leia mais na matéria: Audiência pública discutirá impasse da Usina Baixo Iguaçu.
Leia a nota oficial, na integra, abaixo:
Bloqueio da obra já é responsável por mais de mil trabalhadores demitidos
A Usina Baixo Iguaçu informa que até esta quarta-feira (16) já foram dispensados 1.050 trabalhadores do seu canteiro de obras e outros 241 colaboradores já receberam aviso de dispensa.
A Usina esclarece que as demissões fazem parte da desmobilização do seu canteiro de obras, que está parado desde a tarde do último dia 18 de outubro, por imposição de manifestantes que se encontram há 29 dias acampados em frente aos portões de acesso, impedindo a entrada e saída de pessoal, máquinas e equipamentos.
A Usina esclarece, ainda, que as atuais demissões ocorrem exclusivamente em razão do bloqueio, uma vez que o projeto tem apenas 48% das obras concluídas até a presente data.
A Usina informa que, sem a paralisação imposta pelos manifestantes, a obra alcançaria o seu ponto máximo de contratação em dezembro, com cerca de três mil trabalhadores em seu canteiro.
A Usina ainda aguarda o cumprimento da liminar que determina a desocupação imediata do canteiro, deferida no dia 26 de outubro no interdito proibitório impetrado pela empresa. A Usina está pronta para suspender as demissões, e retomar as obras, assim que o acesso for desobstruído e desbloqueado, na forma como indicado na ordem judicial.
Enquanto a decisão judicial não é cumprida, a Usina mantém o atendimento às famílias de agricultores interessadas no processo de avaliação das terras e negociação individual das indenizações.





