A ESSENCIAL REDE DE APOIO

Motoristas e os heróis da beira da estrada

Mauricio Matielo trabalha há quase 30 anos no apoio aos caminhoneiros.

No dia em que se celebra o Dia do Colono e do Motorista, é fundamental reconhecer não apenas a importância vital de quem produz os alimentos e de quem os transporta, mas também a rede de apoio que garante que essas riquezas cheguem a seus destinos. Postos de gasolina, oficinas mecânicas, restaurantes e, em especial, as borracharias, são pilares para a jornada diária dos profissionais do volante.

Um herói à beira da estrada

Um desses heróis da beira da estrada é Maurício Matielo, um borracheiro que há 27 anos comanda seu pequeno negócio na PR-280, no conhecido Trevo da Patrolinha, na entrada de Pato Branco. Atendendo dezenas de motoristas todos os meses, Maurício personifica o suporte necessário para que a “boleia” siga em frente.

Início da trajetória e espírito empreendedor

Sua trajetória na borracharia começou cedo, ainda trabalhando com um primo no Posto Bom Retiro, na BR-158 entre Pato Branco e Coronel Vivida, antes de se tornar empreendedor por conta própria, montando sua própria borracharia agora na PR 280, no Trevo da Patrolinha em Pato Branco há 27 anos.

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Um trabalho exigente e perigoso

Trocar um pneu de caminhão, um “bruto” como Maurício define, está longe de ser uma tarefa simples. “Não é fácil, né? O cara tem que ter uma experiência boa e ter cuidado, porque esse é um negócio perigoso também”, alerta. Ele menciona o perigo de pneus deslocados ou com defeito, e o uso da gasolina para “estourar o talão” do pneu e assentá-lo na roda – uma técnica que, embora perigosa, é comum. Maurício ressalta que utiliza a gasolina com precaução, de longe, preferindo o uso do “canhão”, um equipamento mais seguro para o assentamento do pneu, mas reconhece: “todos [os métodos] eles aí são perigosos”.
Maurício estima que arruma entre 30 a 40 pneus de caminhão por mês, um trabalho que exige força e paixão. “O cara tem que gostar nisso”, afirma.

Reformas na rodovia e impacto no serviço

Com a recente reforma da PR-280, que agora conta com concreto, Maurício observa uma diminuição na demanda por seus serviços. “Diminuiu, né?”, admite, ao mesmo tempo em que reconhece os benefícios para os caminhoneiros. “Melhor, menos perigoso”, diz, feliz pela segurança dos motoristas, mesmo que isso signifique menos trabalho para ele. “Serviço sempre você vai ter, né? Sempre tem, graças ao bom Deus”, pondera, demonstrando a resiliência e a fé de quem vive da estrada.

Uma mensagem de solidariedade

Ao final da conversa, Maurício Matielo deixa uma mensagem de apoio aos seus clientes e colegas de estrada: “Que vão bem, né? Que Deus abençoe eles, que o frete melhora pra eles, né? Os motoristas também tão sofrendo muito, tá muito caro o diesel e os outros insumos do caminhão”. Um desejo que reflete a solidariedade de quem entende de perto os desafios da vida na estrada.

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