SUDOESTE DO PARANÁ

Pré-candidato, Inácio Werle quer honrar legado de Luciana

Pré-candidato a deputado estadual Inácio Werle e a presidente do PT de Beltrão, Cleo Parabocz, nesta semana no Jornal de Beltrão.
Badger Vicari/JdeB

Com 54 anos, tendo na biografia a presidência da Assessor e mandatos de vereador e prefeito de Planalto, Inácio Werle se prepara para mais um desafio político. Ele foi escolhido para concorrer a deputado estadual dentro da principal dobradinha do PT na região, com a deputada Luciana Rafagnin concorrendo a deputada federal.

“A Luciana está no quinto mandato, estava mais do que madura a questão de ela ir para a federal. Nós merecemos também, e ela também, pela sua trajetória, pela sua história aqui, para trazer muito mais para a nossa região. A Luciana indo para a federal, a gente tem essa dobradinha principal, que é muito importante. Dá uma animada e precisamos trabalhar mais ainda para, assim, representá-la e fazer com que ela tenha êxito nessa pré-candidatura dela e na nossa também”, disse Inácio, que foi entrevista pelo Jornal de Beltrão nesta semana, numa visita que ele estava acompanhado da presidente do PT de Francisco Beltrão, professora Cleo Parabocz. Confira um resumo.

Como é que nasceu essa possibilidade de ser candidato?

Inácio – O PT tem quatro microrregiões no Sudoeste, e aí, dentro dessas quatro micros, foram tirados dois coordenadores de cada uma. É um coletivo de oito coordenadores, mais entidades que sempre participaram e foram ouvidas nessa luta, que são os movimentos sindicais, cooperativos, e que sempre estiveram também juntos nesse debate de pensar as políticas públicas. Com isso, levantaram-se sete nomes de pré-candidatos para a Assembleia. Um deles, o meu. E eu disse: Vamos lá, tudo bem. Mas é resultado de debate de um grupo, com entidades, com lideranças políticas, que me procuraram.

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Inácio Werle: “Sou filho de Planalto, daquela terra. Moro lá, me casei, tenho duas filhas, a Larissa e a Letícia. A Zenaide, a gente se conheceu no grupo de jovens, casamos em 1994. Trabalhei sempre na agricultura e, a partir da agricultura, o trabalho na Igreja. Os padres, na época, incentivavam muito: “Não adianta só oração, tem que estar envolvido na política, tem que estar fazendo a diferença, influenciando a realidade”. A gente debatia várias questões, como hoje ainda, a questão da moradia, das políticas públicas, da educação”.
Badger Vicari/JdeB

Você tem uma trajetória, tem peso político.

Inácio – Sim, na Assesoar, por ter sido prefeito e vereador em Planalto, já estive na assessoria da ministra Gleisi, aqui no Sudoeste, percorrendo os municípios. Então, tem toda essa dimensão, e a partir daí, o pessoal falou: Inácio, deixa o teu nome.

Daí foi.

Inácio – Aí a gente deixou o nome, foi afunilando. Outros nomes foram abrindo mão, porque todos entenderam, dentro desses sete nomes, que era preciso pensar uma dobradinha maior. Ter a dobradinha principal não impede de ter outras candidaturas na região. É normal. Mas a história nos mostra que, toda vez que nós tivemos mais do que um candidato aqui no Sudoeste, nós não elegemos. Foi assim em outros anos, se bateu na trave aqui, quando se teve mais do que uma candidatura forte.

Se eleito, o que você vai defender na Assembleia?

Inácio – Primeiro é o projeto de desenvolvimento da nossa região. Isso é uma das coisas que a gente vem, há muito tempo, debatendo com a Carta Sudoeste, com o grupo de prefeitos, de vereadores. A gente precisa valorizar cada vez mais essa ação, que a gente pode chamar até de exemplo para outras regiões, porque ela é debatida, ela consegue convergir em muitos pontos de referência, seja na agricultura, seja na questão de infraestrutura para a nossa região, como as universidades, os institutos federais, a questão da educação, como também pensar as micro e pequenas empresas daqui, para que a gente possa desenvolver cada vez mais essa nossa região.

Com a bancada do Sudoeste?

Inácio – Com as diferenças políticas que a gente tem, a gente precisa conseguir continuar com esse forte debate, porque a gente precisa olhar para a questão da agricultura, da pecuária. Então isso precisa ser olhado desde as infraestruturas até a questão da diversidade econômica, que nós precisamos focar. Quando eu falo isso, é olhar desde a questão da cadeia da soja, como é que a gente pensa nos próximos anos isso. O nosso desafio também é olhar para a sustentabilidade, que a gente consiga dialogar com a ecologia, com a questão do clima, que é o maior debate que a gente tem hoje. Como é que a gente pensa essa questão ambiental?

E a disputa majoritária no Paraná?

Inácio – O PT está se alinhando com o PDT, com o Requião Filho para o Governo do Estado. É uma linha de ação que vem pensando o desenvolvimento, o crescimento. Quanto mais alinhado com o governo federal, mais ações e potenciais você vai ter de crescimento. É importante também, dentro da majoritária, essa questão de senadores, porque vamos lembrar dos nomes que aí estão. O que eles fizeram para o Paraná? Quais são as grandes bandeiras? O que teve de ação para a agricultura familiar, para a indústria, comércio, para a ação de impacto para o Paraná?

O nome da ministra Gleisi Hoffmann está colocado como pré-candidata?

Inácio – A Gleisi vem para a pré-candidatura ao Senado porque ela é uma mulher pujante, ela consegue fazer as lutas, ela consegue discutir a questão, seja do trabalhador, seja na questão dos empresários, seja na questão da agricultura, seja na questão dos impactos internacionais. Então, para nós, seria um orgulho o Paraná ter uma mulher como a Gleisi à frente do Senado, porque ela leva uma representação além do Paraná. isso, mostra a força não só da mulher, mas também com essa visão de Paraná que nós temos, que pode servir cada vez mais de exemplo de ações para os outros estados.

É uma força pra chapa.

Inácio – Sem dúvida. E é uma grande força que nós vamos poder ter, que o Paraná pode dizer assim: nós vamos ter alguém do lado do Lula que vai fazer a diferença na questão da saúde, educação, na questão das agências, seja na cultura, enfim, na luta das mulheres. Então, muito bom mesmo a gente poder contar com ela. E o presidente Lula sabe da importância dela para dentro da política brasileira e aqui no Paraná.

E o presidente Lula, mais uma campanha.

Inácio – Nós avaliamos com muita tranquilidade. A gente sempre fez a luta. Hoje a gente diz: Votar no Lula é votar na democracia, é votar numa liberdade de expressão, é a gente ter a tranquilidade de não ter uma guerra, ou estar apoiando alguém que nos cerceia e querem nos engolir dentro de uma soberania. E ser soberano é justamente a gente olhar para isso, é olhar para aqueles que lutaram por um projeto de soberania do país, mas uma soberania de verdade. Nós precisamos reeleger o Lula para continuar com esse projeto democrático de país. Nós temos que confrontar as ideias de direita, esquerda, para dar um passo além. E esse passo além é que nós queremos dar no debate, na hora de fazer o enfrentamento da eleição. Quanto mais a gente conseguir avançar com isso, melhor.

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