Jennifer Serpa promove festival de pizza para custear tratamento

Ela luta contra um câncer. Entregas acontecem hoje e amanhã no pavilhão da Igreja do Bairro Concórdia, em Dois Vizinhos.

Num primeiro tratamento, Jennifer amputou o fêmur para curar um câncer. Foto: Reprodução Facebook.

Por Alexandre Bággio – A jovem Jennifer Serpa, de Dois Vizinhos, está promovendo uma venda de pizzas para auxiliar no custeio do seu tratamento contra um câncer no pulmão. A pizza tem o valor de R$ 25 e o combo (duas pizzas + refrigerante 2 litros) custa R$ 60. Os sabores são calabresa, bagunçada, lombo, frango, três queijos e chocolate. A entrega será no porão da Igreja do Bairro Concórdia, hoje e amanhã. Os pagamentos podem ser feitos no cartão e o telefone de contato pela chave Pix é o (46) 99911-4754. Em 2019, a jovem teve um câncer no fêmur e teve a perna esquerda amputada. Na ocasião, uma vaquinha virtual auxiliou na compra da prótese.

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A família está tendo dificuldades financeiras em virtude da quantidade de tratamentos que a jovem está precisando fazer.

“Meu pai trabalha por conta com a venda de verduras, a minha mãe trabalha fora, mas como eu tenho muita dificuldade de me locomover, meu pai precisa sempre me levar em consultas, exames e isso, de certa forma, dificulta o trabalho dele. Agora, também, faz alguns meses que estamos sem verduras, o clima não está colaborando, acabamos ficando sem a nossa principal renda. Pensando em tudo isso, estamos fazendo uma venda de pizzas. É uma luta muito grande. Eu estou muito bem, mas não posso parar com os tratamentos. Quando comecei a fazer as quimioterapias, infelizmente, tive que parar com tudo e acabei regredindo com a prótese. Agora, estamos voltando, temos as viagens para Itajaí (SC), meus exames de rotina do pulmão que precisam ser feitos em Cascavel e isso gera muitos custos, além de estarmos sem a nossa principal renda.”

Ela pediu apoio da sociedade.

“Quero agradecer, primeiramente, a Deus por ter força de enfrentar tudo isso. Quero agradecer a quem nos ajuda, quem nos ajudou, seja com mensagens de carinho, orações e energias positivas. Se você não tem como comprar, ajuda vendendo, divulgando, toda a ajuda é bem-vinda. Quero aproveitar para pedir orações, quem puder me incluir nas orações para essa nova etapa que estou começando, com essa nova medicação, para que o tratamento dê certo e eu fique curada de vez.”

História

Em 2019, depois de muitas dores no joelho, a jovem constatou um tumor no fêmur e precisou amputar a perna esquerda. “Minha luta contra o câncer começou em dezembro de 2019 quando eu fui diagnosticada com osteosarcoma, um câncer maligno no fêmur. Infelizmente, quando descobrimos, a doença já estava avançada, não tínhamos muita opção de tratamento e precisamos amputar o membro. Não tínhamos tempo para perder, foi tudo muito rápido, graças a Deus, eu descobri, era concreto, no dia 13 de dezembro de 2019 e amputei no dia 18 de dezembro. Depois da cirurgia ficou tudo bem, deu tudo certo e botei prótese. Depois de quase um ano acompanhando, recebi outro diagnóstico do mesmo tipo de câncer, mas agora uma metástase no pulmão. Nesse meio tempo, eu fiz sete sessões de quimioterapia, fui desenganada pelas médicas que me atendiam, fui para São Paulo para ter uma segunda opinião, fiquei sem médica por optar por outro tratamento, mas no final, graças a Deus, deu tudo certo.”

Jennifer segue tratando da doença. “Estou usando uma medicação que vem dos Estados Unidos. A doença havia estabilizado por um tempo e, em outubro de 2021, infelizmente, pegamos Covid-19 e, depois disso, ela teve aumentos significativos e precisamos optar por essa medicação. Como ela é muito cara, entramos na justiça para conseguir. Nesse tempo, dei início a outros tratamentos alternativos e, por isso, a cada 20 dias, vamos para Itajaí (SC).”

 Paralelamente, ela segue tendo custos para se adaptar com a prótese na perna esquerda. “O meu coto é muito curto e, desde quando eu fiz a cirurgia da amputação, alguns médicos ortopedistas conversaram sobre isso, que teria essa dificuldade ao usar a prótese. Muita gente comenta, inclusive, sobre a prótese do SUS e, quando, na primeira consulta que fui passar pelo ortopedista para ele fazer o pedido da prótese, ele chamou a gente e disse que o meu coto era muito curto e uma prótese do SUS eu não conseguiria adaptar, por isso, ele aconselhou a investir na prótese por eu ser jovem e ter uma vida toda pela frente. Aí fizemos a vaquinha e conseguimos a prótese.”

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