Registro do tratamento Zolgensma foi publicado nesta segunda-feira; agora a luta é para incorporar o medicamento no Sistema Único de Saúde.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, ontem, 17, o registro de produto da terapia gênica utilizada no tratamento da AME (Atrofia Muscular Espinhal). E pode salvar a vida de crianças, como o menino Valentim de Santi Maciel, que sofre com a doença rara. A deputada federal Leandre Dal Ponte (PV-PR) participou, nos últimos meses, de reuniões com técnicos da Anvisa para debater a autorização deste tratamento no Brasil. E foi esta autorização que foi publicada. Segundo ela, a publicação da Anvisa é um passo importante, pois, com o tratamento autorizado no Brasil, abre a possibilidade de o Governo Federal incorporá-lo ao Sistema Único de Saúde (SUS). “Vencemos o primeiro passo. Agora, vamos lutar para incorporar esta terapia no SUS, pois nos Estados Unidos o tratamento custa perto de R$ 12 milhões”, reforçou Leandre.
O tratamento
A terapia gênica Zolgensma, desenvolvida pela empresa Novartis Biocência, é um produto de terapia avançada, composto por um vetor viral que carrega uma cópia funcional do gene humano responsável pela produção da proteína SMN, capaz de restaurar a função do neurônio motor no organismo dos pacientes com Atrofia Muscular Espinhal. A AME causa fraqueza, hipotonia, atrofia e paralisia muscular progressiva e possui incidência mundial aproximada de um em cada dez mil crianças nascidas. Enquanto o tratamento não é incorporado no Sistema Único de Saúde, a família do menino Valentim luta para angariar o recurso necessário para comprar o medicamente.
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