Estudos de que vírus é mais contagioso em locais frios são frágeis.
Pela internet circulam muitas informações equivocadas e duvidosas em relação à Covid-19 que podem dar uma falsa sensação de segurança às pessoas. Uma dessas fake news é da que o vírus seria menos resistente em locais com temperaturas elevadas. No entanto, o médico infectologista de Francisco Beltrão, dr. Valdir Spada Júnior, alerta que esses estudos são limitados e precisam ser aprofundados.
[banner=100047]
“A capacidade de sobrevivência e o grau de infectividade do vírus em determinadas temperaturas ainda é uma incógnita. Existem trabalhos que disseram que cerca de 90% dos casos de Covid-19 registrados no Planeta são de áreas onde a média atual é de até 11 °C. Só que esses trabalhos foram concluídos quando a pandemia ainda não tinha chegado no Hemisfério Sul, que estava em época quente. O fato é que calor não é garantia de proteção contra o coronavírus, são necessários maiores e melhores trabalhos pra entender essa dinâmica viral”, comenta dr. Spada Jr.
[relacionadas]
Locais com baixas temperaturas
A questão foi levantada pelo JdeB ao infectologista porque o ambiente de trabalho de muitas indústrias alimentícias da região é refrigerado e há uma preocupação com a baixa temperatura em alguns espaços. Nestes locais, o médico recomenda que sejam tomadas todas as medidas possíveis e efetivas de prevenção, como distância entre 1m a 1,5m, uso de máscara todo o tempo, evitar tocar a máscara e o rosto, higienização frequente das mãos, não manter contato com outras pessoas e seguir as orientações da equipe de segurança do trabalho. Também é preciso atentar para a troca de máscaras a cada três ou quatro horas, dependendo do material ou se ficarem úmidas ou danificadas.
Algumas empresas também estão usando um túnel para pulverizar substâncias nos funcionários antes da entrada no ambiente de trabalho, o que também não tem eficácia comprovada, segundo dr. Spada. “Essa medida [túnel], não existe nenhuma comprovação se de fato funciona ou não, é apenas mais uma medida para tentar reduzir qualquer risco de contaminação que até o dia de hoje não se sabe se é efetivo ou não e que jamais deve substituir as medidas sanitárias básicas de lavagem das mãos, uso de álcool…”.







