Quem afirma é Maria Jussara Pedroso, enfermeira há 24 anos.

Um olhar diferenciado. “No passado, a assistência às pessoas com transtornos mentais centrava o tratamento no controle e na vigilância dos indivíduos e, com o passar dos anos, as práticas de enfermagem e aperfeiçoamento dos enfermeiros contribuíram para que pudessem auxiliar nas intervenções”, comenta Maria Jussara Pedroso, enfermeira há 24 anos. Ela é pós-graduada em Saúde Pública e trabalha na Clínica Municipal de Saúde Mental, de Francisco Beltrão.
“A enfermagem transforma e se recicla para atuar com pacientes em condições difíceis de estrutura mental. O paciente, que está no tratamento da doença mental, vai além do medicamento prescrito; a enfermagem associa a isso o cuidar sem julgar, apenas agradecer por ajudar”, acrescenta.
Quanto à pandemia, Maria Jussara destaca: “Nós, profissionais, nos mantemos equilibrados para entender todo novo tipo de atendimento, cuidando de nós e dos pacientes”. Ela também é professora nos cursos técnicos de Enfermagem e no programa nacional de combate ao fumo, do Ministério da Saúde, há 12 anos.
Atendimentos
A Clínica Municipal de Saúde Mental, inaugurada há um ano, atende pessoas que necessitam de assistência de média e alta complexidade, através de tratamento clínico medicamentoso, psicoterapia individual e em grupo e oficinas de arteterapia, através da parceria dos equipamentos da saúde, que são a porta de entrada das pessoas com transtornos mentais ou violências autoprovocadas.
Há uma rede integrada de atenção, desde a assistência primária nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Estratégias Saúde da Família (ESF) até os atendimentos de emergências nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Pronto Socorro (PS) e atendimentos mais especializados, como os Centro de Atenção Psicossociais (Caps) e ambulatórios.
A Clínica de Saúde Mental fica na Rua Bahia, Bairro Vila Nova, e atende das 7h às 11h30 e das 13h às 17h.





