TRANSFUSÃO DE SANGUE PÓS-PARTO

Hospital Regional é referência em medicina fetal no Paraná

A transfusão de sangue intrauterina é um procedimento complexo e que ajuda a tratar fetos com anemia. O Hospital Regional do Sudoeste é um dos poucos do Estado com profissionais e aparelhos aptos à técnica. Foto: Divulgação.

Por Leandro Czerniaski – O nascimento da pequena Maitê, na última segunda-feira, 31, tem um significado ainda mais especial para a família. Sua mãe, Maristela Pareki, teve uma gestação de alto risco e a bebê foi diagnosticada com anemia ainda no útero. Para realizar o tratamento e dar chances da criança nascer saudável, Maristela teve que se deslocar 350 km de São Mateus do Sul, onde reside, para Francisco Beltrão. É que o Hospital Regional do Sudoeste é um dos poucos no Estado a realizar o procedimento que permite tratar fetos com anemia.

A técnica é chamada de transfusão intrauterina e repõe sangue com glóbulos vermelhos diretamente no cordão umbilical. Para que o procedimento seja realizado é preciso ter profissionais especializados, aparelhos modernos e equipe em sintonia. “Antes de realizar a transfusão pedimos o sangue ao sistema Hemepar, que nos envia o material com um tratamento especial. O sangue tipo O negativo vem de Curitiba, onde é irradiado. No Hemonúcleo daqui é lavado, filtrado e fenotipado”, relata o médico ginecologista e obstetra Rubens Schirr, que realiza a técnica no HRS junto com o dr. Márcio da Ross, enfermeira Regiane Palavicini e outros profissionais.

Procedimento atende pacientes de várias cidades e permite tratar fetos com anemia. Foto: Divulgação/HRS.

Antes da transfusão, uma amostra do sangue do feto é coletada e, em minutos, sai o resultado do grau de anemia. Isso é importante para saber a quantidade de sangue que precisa ser reposta. O aparelho de ultrassom com alta resolução ajuda a identificar a veia umbilical e a correta posição e intensidade para aplicação. “Geralmente fizemos duas a quatro transfusões a cada sete a 14 dias. Isso varia conforme a regressão ou evolução da anemia”, pontua dr. Rubens, que tem especializações em medicina fetal e vídeo-cirurgia.

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Após o nascimento, o bebê geralmente também precisa de cuidados especiais. O tratamento continua na UTI neonatal com procedimentos para combater a anemia – novas transfusões, suplementação e fototerapia. É o caso da pequena Maitê. “Ainda não pude segurar ela no colo, mas vê-la ali é uma vitória diante das complicações que teve”, conta a mãe, agradecida pelo atendimento que recebeu no sistema de saúde.

Serviço será consolidado

A transfusão intrauterina exemplifica bem a preparação do Hospital Regional para tratar casos ligados à medicina fetal. A unidade vem recebendo pacientes de cidades próximas, do Oeste e até da região de Maringá para realizar procedimentos nesta área. “Atendemos a demanda para gestações de alto risco da nossa e de outras regiões que não possuem esse serviço”, comenta o diretor geral do HRS, Geraldo Biesek.

Essa referência do HRS em medicina fetal é resultado de uma combinação que está permitindo reduzir a mortalidade infantil. “É um serviço que pretendemos consolidar aqui no hospital. Temos estrutura, os profissionais se dispõem a fazer e o resultado são vidas salvas”, conclui.  

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