Um alerta para as mulheres que aguardam os 40 anos para fazer a mamografia.

O autoexame foi primordial para a cura de Maria Luiza Guidini, 38 anos, de Realeza. Ela teve câncer de mama em 2010, com 28 anos de idade, que foi descoberto através do exame de toque. “Eu havia trocado o comprimido anticoncepcional no mês de abril de 2010 e com isso a minha mama desinchou bastante. No mês de junho eu percebi o nódulo.”
Ela reforça que, nos órgãos públicos, a mamografia somente é feita a partir dos 40 anos e, a exemplo do seu caso, foi bem mais cedo, por isso são importantes exames de detectação e também conhecimento no assunto. “Informação do que pode ser aquele nodulozinho e correr atrás. Eu acredito que sim, é de grande influência. As minhas cicatrizes não me incomodam, pelo contrário, mostram que eu estou viva. Também tive que operar o fígado.”
Recidiva local
O tratamento iniciou dez dias após autoexame, quando saiu o resultado da biópsia. “Eu não pude iniciar com cirurgia, já tive que iniciar com quimioterapia. Foram quatro ciclos da quimioterapia vermelha, aquela que é a mais forte, que cai o cabelo. O tratamento foi eficaz e o tumor diminuiu consideravelmente; em outubro daquele ano foi feito o quadrante da mama, em que é retirado somente o que restou do nódulo.”
Na sequência, Maria Luiza fez mais um ciclo de 12 quimioterapias branca, que se estendeu até julho do outro ano, e depois mais 47 sessões de radioterapia, no Ceonc de Cascavel. “Na época, estava tudo certo, tudo ok, mas seis meses após o término da rádio eu tive uma recidiva local.” Ela precisou passar por uma mastectomia total da mama direita e fez mais dez ciclos de quimioterapia vermelha. Quando terminou as quimioterapias, ela estava curada, não precisou fazer radioterapia e iniciou o processo de reconstrução de mama.
Nascimento do Miguel
Maria Luiza é casada com Patric Marcon e mãe de Miguel, de 2 anos e 3 meses. Ela engravidou em 2017, após quatro anos de alta. “O médico me liberou para retirar o DIU; eu usava o DIU, porque eu não posso tomar hormônio e em seis meses eu engravidei. Milagre de Deus, porque geralmente quem faz quimioterapia tanto tempo assim não ovula mais.”
Ela destaca a importância da campanha do Outubro Rosa, tanto que participa do Grupo de Apoio às Mulheres de Câncer (Gamar), que visa a prevenção. Este ano não teve eventos devido à pandemia; as voluntárias procuram alertar sobre a necessidade de as mulheres prestarem atenção ao próprio corpo.





