Um relatório da Associação Brasileira das Indústrias Farmacêuticas (Abifarma), atualizado em março de 2015, afirmou que, anualmente, cerca de vinte mil pessoas morrem no Brasil devido ao hábito da automedicação. A realidade é que o Conselho Nacional de Saúde permite a compra de até 65% dos medicamentos disponíveis no mercado sem a necessidade de prescrição médica, porém, ainda assim, eles devem ser ingeridos com cautela e senso pelos pacientes.
Não é aconselhável por nenhum órgão regulador do mercado da saúde a automedicação baseada em indicações de amigos, vizinhos ou familiares, pois cada organismo apresenta reações diferentes além de que sintomas similares não significam exatamente que outra pessoa esteja com a mesma enfermidade que você. Além de não contribuir com sua recuperação, ingerir um medicamento sem prescrição médica pode agravar o seu quadro.
Analgésicos podem aliviar dores no corpo momentaneamente, por exemplo, mas, podem também, apenas estar escondendo algum problema mais grave de saúde que você possa ter. A falta de tratamento adequado, com o tempo, pode acarretar um quadro irreversível para a sua saúde.
Um dos principais exemplos de interação negativa entre medicamento e enfermidade é a utilização de ácido acetilsalecílicoou anti-inflamatórios no tratamento de pacientes com Dengue. Esse compostos interferem na coagulação sanguínea e podem desencadear um quadro hemorrágico da doença.
O ideal é sempre consultar um médico para solicitar a medicação adequada, pois um problema grave de saúde pode se esconder atrás de sintomas que parecem simples.





