Pode faltar anestésicos nos hospitais

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O médico Oswaldo Pipino: preocupação entre os médicos.

O médico anestesista pato-branquense Oswaldo Pipino alertou para o risco de vir a faltar anestésicos nos próximos dias na rede hospitalar, o que provocaria um colapso no sistema de saúde. O medicamento é essencial para os procedimentos cirúrgicos realizados todos os dias nos hospitais. “A falta desta linha de medicamento vai comprometer o trabalho médico e colocar pacientes em risco” alertou o médico.

A maior preocupação é com os pacientes de risco, que não podem adiar os procedimentos cirúrgicos. “A falta deverá ocorrer em decorrência da pandemia, que criou problemas de logística para a chegada do medicamento no mercado interno, e até mesmo a falta das matérias-primas para a indústria fabricá-los”.

Preço aumentou
Informações do Ministério da Saúde alertaram para a atitude da Índia, que cancelou a exportação de 26 sais básicos utilizados para a produção de anestésicos, por questões de segurança interna de sua população.

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Também a China, responsável por 70% das matérias-primas dos medicamentos fabricados na Índia, restringiu as exportações, afetando a cadeia de produção. O MS informa que 90% dos insumos farmacêuticos utilizados pela indústria brasileira de genéricos vêm da China e Índia.

O médico destacou que a indústria farmacêutica brasileira não se desenvolveu como deveria por falta de competitividade e incentivos a pesquisa e desenvolvimento de novos produtos, ficando para trás, e em consequência, deixando o País refém dos medicamentos importados destes países.

Medicamentos como o Citrato de Fentanila, um dos mais básicos e que não pode faltar em qualquer hospital, era comercializado antes da pandemia por R$ 2,50 o frasco, hoje é vendido por R$ 30, mas raramente os hospitais conseguem fazer um pedido e receber o analgésico. “Infelizmente o mercado brasileiro optou pela política do menor custo, importando os medicamentos, o que fragilizou a indústria nacional, nos deixando vulneráveis”, finalizou o anestesista Oswaldo Pipino.

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Hospital Regional tem estoque
A reportagem contatou, via telefone, as direções dos hospitais Regional e São Francisco para saber como estão os estoques de medicamentos para anestesia. A diretora do Hospital Regional, Cíntia Ramos, disse que tem estoque razoável de medicamentos e que no momento não há problemas para a realização de cirurgias. O fornecimento de medicamentos é feito pela Cemepar, do Governo do Estado.

O HR vem fazendo principalmente as cirurgias emergenciais neste período de pandemia. Também estão sendo feitas operações eletivas, mas em menor quantidade.

O diretor do Hospital São Francisco, Maicon Trevisol, estava em reunião à tarde e não pôde atender ao JdeB.

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