Regional será o hospital de referência para casos graves de coronavírus

Unidade poderá ter até 25 leitos disponíveis para o tratamento intensivo de infectados.

Cirurgias eletivas e novas consultas agendadas para o Hospital Regional do Sudoeste, em Francisco Beltrão, estão suspensas a partir da próxima semana. A medida é uma das ações de preparação da unidade para funcionar como hospital referência no tratamento de casos mais graves de coronavírus na região. O diretor técnico da unidade, dr. Leonardo Aranha, alerta que o primeiro atendimento não será realizado no hospital. “As pessoas que tiverem algum dos sintomas que possa caracterizar infecção por coronavírus deverá ligar nos telefones disponibilizados pelos municípios e ser orientado quanto ao primeiro atendimento. O hospital será uma retaguarda e vai receber somente aqueles pacientes mais graves, que precisam de um suporte intensivo e qualificado.” Quem tiver tosse constante, febre alta e dificuldade para respirar precisa buscar o primeiro atendimento por telefone, em contatos criados por cada Prefeitura. A recomendação é não ir até às Upas e unidades de saúde, já que um infectado pode disseminar o vírus a outras pessoas nestes locais. Uma equipe irá avaliar cada caso confirmado e indicar o isolamento em casa, o atendimento hospitalar básico ou o internamento em unidade intensiva. Com base nos padrões de proliferação já apresentados e considerando a realidade da região, Aranha estima que, num cenário otimista, 1% da população seja infectada. Destes, 85% dos pacientes terão sintomas leves da infecção e apenas 5% devem necessitar de suporte de UTI. Apesar de a região ainda não ter nenhum caso confirmado de Covid-19, o HRS está se preparando para estabelecer procedimentos seguros ao tratar os pacientes mais graves. A instituição já chamou profissionais que estavam em licença e está abrindo a contratação de mais técnicos e enfermeiros. As equipes que vão trabalhar com os infectados estão sendo capacitadas e a ala onde serão atendidos foi isolada das demais. Há quatro ambulâncias do Samu disponíveis para o transporte de pacientes. Estas explicações foram repassadas aos prefeitos da região durante reunião na Amsop, nesta semana, pelo dr. Leonardo Aranha e pela diretora geral do HRS, Cíntia Ramos. Eles explicaram também que os pacientes graves precisarão respirar com ajuda de aparelhos por até três semanas.

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Evitar sobrecarga
O hospital também reservou seus leitos de UTI para o tratamento dos infectados e poderá disponibilizar mais de dez novos leitos, conforme a demanda, segundo Aranha. O médico ressalta, porém, que o chamado achatamento da curva de contágio com ações preventivas e o trabalho de base nos municípios é essencial para não sobrecarregar a unidade: “estamos preparados, mas por maior que seja nosso esforço teremos nossa capacidade de atendimento sobrecarregada caso haja um pico repentino da infecção”.

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HRS já separou ala para atendimento de infectados que precisem de suporte intensivo.

 

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