Profissionais da saúde destacam a importância das aulas presenciais.
Um pediatra de Beltrão comenta que grande parcela da classe médica defende o retorno às aulas pelo bem da saúde física e mental das crianças, que estão isoladas em casa, sedentárias, em geral em frente à TV ou – pior – com jogos na internet. O principal cuidado é com relação aos avós, por exemplo, que fazem parte do grupo de risco, por isso o ideal seria evitar visitá-los.
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Andressa Julio Vanderlinde, mãe de duas crianças, cita que a Unicef recomenda a volta às aulas imediatamente. “O Brasil é um dos únicos países do mundo que ficou sem aula. Todas as áreas estão trabalhando normalmente, porque só a área da educação não pode voltar? As crianças não são de risco. A pediatria está pedindo a volta pelos danos causados nas crianças. Nós, como pais, temos o direito de poder mandar nossos filhos para a aula. Quem não se sente seguro fica em casa com as aulas on-line.”
Ione Brandão Folador também discorda da greve: “Acho que tem momento para tudo e esse não é o momento, como mãe fico preocupada, porque o ano passado foi perdido, minha filha não aprendeu nada. E muitos pais nem tempo têm de dar a devida atenção na hora de ajudar os filhos com as atividades da escola e eles não têm paciência de querer aprender; é diferente de uma sala de aula”.
Salete Daros Cenatti destaca: “Acredito que temos que seguir as orientações médicas e voltando devagar à normalidade, porque sinceramente as coisas estão difíceis para todo mundo tanto financeira como emocional.”
Kelly Cardoso questiona: “Acredito que seja mais a título de idealismo político que social. Muitos pais precisam trabalhar. Eu não tenho filhos, mas como professora universitária a falta de aulas presenciais está causando mais prejuízo do que evitando transmissão. Detalhe, viagem pra praia muitas famílias com filhos foram, mas retornar às aulas não?”.





