…a perna esquerda era direita e a direita era torta.

Era quase fim de dia, quase noite. Eu estava quase indo pra casa quando ele chegou; no lusco-fusco, com um fusco amigo seu.
O garção serviu uma meia de vinho tinto, ele fechou e levou. Saiu sem se despedir.
Na saída, observei que a perna esquerda era direita e a direita era torta.
Saí também, com as luzes da cidade e com a luz da imaginação: sou perfeito (fisicamente), porém, mesmo sem dor, consciente de que sou pecador.
Senhor da perna torta, retorne amanhã pela mesma porta.




