Você já abraçou uma árvore?

Elas costumam durar mais que os seres humanos

– Tá louco?
Não se trata de loucura, mas de amor à vida e de respeito com a natureza. Um único abraço apertado entre duas pessoas que se gostam diz muito mais do que palavras.
Desde os primeiros anos, o ser humano é educado basicamente para o relacionamento pessoal: estudar, se profissionalizar, constituir família, ser alguém na sociedade… Há, claro, as exceções; são os profissionais que falam com as plantas ou com os animais. Quem não conhece um amante desse tipo? É possível até ter alguém na própria família que quando rega as flores ou alimenta os animais domésticos conversa com eles.
E as árvores das reservas, dos parques, das ruas e dos nossos quintais? Concordo com o ganhador do prêmio Nobel de literatura em 1982, Gabriel García Márquez: “As árvores das cidades costumam durar mais do que os seres humanos, e sempre tive a impressão de que também elas se recordam de nós, talvez melhor do que nós nos recordamos delas”.
Eu tenho por hábito caminhar no lusco-fusco (fim de dia, início de noite) e paro para observar sempre que uma planta, árvore, pássaro ou animal silvestre me atrai.
Na reserva nativa é a quantidade e a diversidade; acaricio algumas e percebo a afetividade. Afetividade das árvores? Sim, elas recebem os pássaros à noite para repousar e de manhã elas partem sem se despedir. E na noite seguinte as recebem novamente sem nada cobrar.
Esse ensinamento natural por acaso não é digno de um abraço fraternal?
Obrigado, mãe…

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