
Natural de uma família humilde da Linha Piedade, interior de Francisco Beltrão, Rosane Tesser manifestou desde cedo o valor do esforço e da ajuda ao próximo. Criada em um ambiente de união familiar, ela foi uma das sete crianças que cresceram ajudando na rotina do campo e na rotina doméstica. Sua formação escolar se deu na Escola Lima Barreto, até a quarta série, e posteriormente concluiu o primeiro grau no Ceebja.
Desde jovem, demonstrou interesse por ações voluntárias, participando de atividades na associação de moradores e atuando como catequista desde 1981.
A paixão pelo trabalho comunitário foi alimentada por sua admiração pelo trabalho dos motoristas e colonos, profissionais que, segundo ela, representam a força motriz do desenvolvimento local. Essa admiração se transformou em uma oportunidade de engajamento há cerca de 25 anos, quando, ao acompanhar uma amiga, dona Margareth Crescêncio, se encantou com a farda da Guarda São Cristóvão e o espírito de serviço que ela representa.
“Na época, eu só observava, mas sempre tive vontade de fazer parte. Quando a dona Marga Crescêncio me convidou, foi como um sonho que se realizou”, relata Rosane. Após conversar com sua família e receber o apoio do irmão, do filho João Antônio, de 22 anos, e de sua mãe, Zélia Bonato Tesser, ela decidiu ingressar na Guarda. Desde que vestiu a farda pela primeira vez tem desempenhado suas funções com dedicação e entusiasmo.
Hoje, como vice-presidente da Guarda São Cristóvão, Rosane participa de diversas ações voluntárias na comunidade, incluindo o apoio em eventos religiosos, celebrações comunitárias, velórios e atividades de fiscalização nas ruas. Ela destaca que o trabalho é realizado com amor e que a satisfação de ajudar o próximo é o que a motiva a seguir em frente.
“Fazer parte da guarda é uma realização pessoal. Quando estou atuando, sinto que estou contribuindo de alguma forma para a nossa comunidade. É uma missão que me traz muita felicidade”, afirma.
“Nosso trabalho é silencioso, mas faz toda a diferença na vida das pessoas. A gente ajuda, apoia e tenta fazer o melhor sempre”, comenta.
Sobre a festa dos motoristas e colonos, Rosane expressa seu entusiasmo e orgulho. Para ela, o evento simboliza a força e o esforço de todos que contribuem para o crescimento da comunidade. “Sempre participei dessas festas, desde jovem. É uma oportunidade de celebrar quem trabalha duro pra manter tudo funcionando, de reconhecer essas classes que tanto contribuem para o nosso município.”





