Deputados federais aprovam texto-base do Orçamento do ano que vem por 324 a 110

No Senado, aprovação foi de 46 a 23; salário mínimo estipulado ficou em R$ 1.294; lei agora vai para a sanção presidencial.

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Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ao centro, comanda a sessão do Congresso; ao lado direito, o relator da LDO, Marcos do Val, do Podemos do ES. Foto: Geraldo Magela/AG. Senado.

Ag. Senado e JdeB – O Congresso Nacional aprovou o texto-base do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2023. O texto foi aprovado após a retirada do dispositivo que previa a obrigatoriedade da execução das chamadas emendas de relator, que somam R$ 16,5 bilhões no Orçamento deste ano, mas podem chegar a R$ 19 bilhões no ano que vem.

Foram 324 votos a favor contra 110, na Câmara dos Deputados. Na bancada do Paraná, 20 votos a favor, quatro contrários e seis parlamentares não votaram. No Senado, o placar favorável foi de e 46 a 23. A lei agora vai para a sanção do presidente Jair Bolsonaro (PL), que deverá aprovar.

A LDO determina as metas e prioridades para os gastos públicos e oferece os parâmetros para elaboração do projeto de lei orçamentária do ano que vem.

O projeto apresentado pelo governo prevê que no próximo ano as contas públicas do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) deverão fechar 2022 com déficit primário de até R$ 65,91 bilhões e salário mínimo de R$ 1.294 para o ano que vem.

O déficit primário representa o resultado das contas do governo desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública.

Sem aumento real, o valor do SM foi corrigido apenas pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) de 6,7% projetado para 2022.

A expectativa é de crescimento de 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB), mesmo percentual esperado para 2024 e 2025. O PIB expressa a soma das riquezas produzidas no País. Quanto à inflação, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficaria em 3,3%. A taxa Selic (taxa básica de juros definida pelo Banco Central) é estimada em 10% para ano que vem.

Teto de gastos

O texto aprovado permite que o Congresso utilize a projeção mais atualizada para a inflação medida pelo IPCA em 2022. O objetivo é corrigir o cálculo do teto de gastos da União para 2023, estimado em R$ 1,711 trilhão na versão original do PLN 5/2022.
A Constituição proíbe o governo de fazer dívidas para pagar salários, aposentadorias e gastos para manter a máquina pública funcionando. As únicas despesas que podem ser cobertas por operações de crédito são o pagamento de dívidas (refinanciamento) e de juros. Quando essa norma — chamada regra de ouro — é descumprida, os gestores e o presidente da República podem ser enquadrados em crime de responsabilidade.

Pela LDO 2023, o limite para operações de crédito será de R$ 17,3 bilhões para 2023. Mas o texto mantém um dispositivo que permite a inclusão de operações de crédito acima do limite constitucional e de despesas a serem custeadas com esses recursos, desde que autorizado pelo Congresso.

Bancada do Paraná

Sim – 20
Aline Sleutjes (Pros)
Christiane Yared (PP)
Felipe Francischini (União Brasil)
Gilson Fahur (PSD)
Gustavo Fruet (PDT)
Leandre Dal Ponte (PSD)
Luciano Ducci (PSB)
Luisa Canziani (PSD)
Luiz Nishimori (PSD)
Luizão Goulart (Solidariedade)
Nelsi Maria Vermelho (PL)
Ney Leprevost (União Brasil)
Osmar Serraglio (PP)
Paulo Martins (PL)
Pedro Lupion (PP)
Ricardo Barros (PP)
Rubens Bueno (Cidadania)
Sandro Alex (PSD)
Sergio Souza (MDB)
Toninho Wandscheer (Pros)

Não – 4
Aliel Machado (PV)
Enio Verri (PT)
Gleisi Hoffmann (PT)
Zeca Dirceu (PT)

Não votaram – 6
Aroldo Martins (Republicanos)
Diego Garcia (Republicanos)
Filipe Barros (PL)
Fernando Giacobo (PL)
Hermes Parcianello (MDB)
Valdir Rossoni (PSDB)

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